CROOL
Dificuldade de abrir a boca após extrair o siso ou tratamentos longos?
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A casa mais vigiada do Brasil ficou mais silenciosa na última quarta-feira. A saída de Henri Castelli do Big Brother Brasil 26, após sofrer uma crise convulsiva, não apenas chocou os espectadores, mas trouxe à tona um debate fundamental sobre a convulsão. Embora seja uma condição neurológica, os reflexos de uma crise muitas vezes “desaguam” em um lugar que nem sempre recebe a atenção devida no pós-crise: a boca.
Para quem assiste, o momento da convulsão é angustiante. Para quem vive, as sequelas podem ser dolorosas e duradouras, especialmente no que diz respeito ao sorriso. Mas afinal, por que um evento no cérebro pode levar à perda de um dente ou a doenças gengivais severas?
Para explorar melhor esse cenário, conversamos com o Dr. Frederico Coelho, fundador do Crool Centro Odontológico, Mestre e Doutor em Implantodontia. Segundo o especialista, o cuidado com o paciente epiléptico exige uma visão 360 graus, unindo neurologia e odontologia.
Antes de tudo, durante uma crise tônico-clônica (o tipo mais comum de convulsão), ocorre uma contração muscular involuntária e extremamente potente. Assim, a mandíbula, controlada por alguns dos músculos mais fortes do corpo humano, fecha-se com uma força que o indivíduo jamais exerceria conscientemente.
“Nesses momentos, o risco de trauma físico é altíssimo”, explica o Dr. Frederico Coelho. De acordo com o doutor, as ocorrências mais comuns incluem:
Fraturas dentárias: O impacto entre os dentes superiores e inferiores pode causar lascas, fraturas ou quebras profundas.
Luxações e perdas: Em quedas causadas pela perda de consciência, o paciente pode bater a boca contra móveis ou o chão, levando à avulsão (quando o dente sai inteiro da boca).
Lacerações de tecidos moles: Mordidas graves na língua, bochechas e lábios são frequentes devido à movimentação descontrolada da mandíbula.
No Crool Centro Odontológico, Dr. Frederico enfatiza que o tratamento imediato após esses traumas é crucial para salvar o elemento dentário. “Muitas vezes o paciente foca apenas na recuperação neurológica, mas negligenciar um dente trincado durante a crise pode levar a infecções graves ou à necessidade de canal semanas depois”, alerta.
Se o trauma físico é o impacto imediato, o uso contínuo de medicamentos anticonvulsivantes representa um desafio silencioso e de longo prazo. Muitos pacientes utilizam substâncias como a fenitoína, que possuem efeitos colaterais diretos na cavidade bucal.
Este é, talvez, o efeito mais visual e incômodo. “A fenitoína pode estimular o crescimento exagerado da gengiva, que começa a recobrir os dentes”, pontua o Dr. Frederico Coelho. Além da questão estética, isso cria “bolsas” onde os restos de comida se acumulam, facilitando a inflamação e a doença periodontal.
Diversos medicamentos reduzem a produção de saliva. Sem a saliva para “lavar” a boca e neutralizar ácidos, o risco de cáries e mau hálito dispara.
Alguns tratamentos interferem na absorção de vitamina D e cálcio, o que pode enfraquecer o osso que sustenta os dentes. “Por isso, o dentista precisa estar em sintonia com o médico assistente. O plano de tratamento no Crool sempre leva em conta a dosagem e o tipo de medicação que o paciente utiliza”, explica o fundador da clínica.
O episódio com Henri Castelli no reality show reacendeu uma dúvida comum: como ajudar alguém em crise sem causar mais danos? Aqui, o Dr. Frederico Coelho é categórico: esqueça o mito de “segurar a língua”.
“É anatomicamente impossível alguém engolir a própria língua. Tentar colocar a mão, um talher ou um pano na boca da pessoa durante a crise é perigoso para ambos. Você pode ter seus dedos feridos por uma mordida involuntária ou causar uma fratura na mandíbula ou nos dentes do paciente”, alerta o especialista do Crool.
Mantenha a calma: A crise geralmente passa em poucos minutos.
Proteja a cabeça: Coloque algo macio (um travesseiro ou uma mochila) sob a cabeça da pessoa.
Afaste objetos: Tire de perto qualquer coisa que possa causar ferimentos.
Posição lateral: Assim que possível, coloque a pessoa de lado. Isso evita que ela se engasgue com saliva ou vômito.
Cronometre: Observe o tempo. Se a crise durar mais de 3 minutos, chame ajuda médica imediatamente (SAMU 192).
Viver com epilepsia não significa ter um sorriso comprometido, mas exige uma parceria sólida com o cirurgião-dentista. O Dr. Frederico Coelho ressalta que a comunicação é a chave do sucesso.
“O paciente ou seu responsável deve informar ao dentista a frequência das crises, os horários de maior incidência e, principalmente, os gatilhos (como luzes fortes ou estresse). No Crool, preparamos o ambiente para minimizar esses estímulos e garantir um atendimento seguro”, afirma.
Além disso, para pacientes com crises frequentes, o uso de protetores bucais customizados pode ser uma estratégia recomendada para proteger os dentes de impactos durante o sono ou atividades diárias. A higiene rigorosa, potencializada por limpezas profissionais frequentes, também ajuda a combater os efeitos da hiperplasia gengival medicamentosa.
O caso de Henri Castelli no BBB 26 nos lembra que a saúde é sistêmica. Uma condição neurológica repercute na saúde bucal, que por sua vez afeta a autoestima e a nutrição do indivíduo.
Se você ou alguém que você conhece possui diagnóstico de epilepsia, o acompanhamento odontológico não é opcional, é parte do tratamento. O Crool Centro Odontológico destaca-se como o lugar ideal para quem busca esse cuidado integrado. Com uma equipe especializada em atendimento humanizado e preventivo, liderada pelo Dr. Frederico Coelho, o foco é garantir que, independentemente dos desafios da saúde geral, o seu sorriso permaneça protegido e saudável. Então, cuidado odontológico? Crool, é lógico. Clique aqui e agende sua avaliação.
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