Imagens ilustrando situações em que pode ocorrer a fluorose dentária.

Manchas brancas nos dentes? Saiba o que é fluorose e como prevenir

Compartilhe:

Imagine uma descoberta que, sozinha, foi capaz de reduzir em até 65% o índice de cáries em populações inteiras. Não estamos falando de uma vacina futurista ou de um chip de inteligência artificial, mas de algo que corre silenciosamente pelos canos da sua casa desde meados do século XX: o flúor na água.

Recentemente, o tema saltou das revistas científicas para as manchetes políticas. Robert F. Kennedy Jr., atual Secretário de Saúde dos Estados Unidos, tornou-se uma das vozes mais críticas à fluoretação da água potável — uma prática que os EUA adotam desde 1945. Suas declarações, muitas vezes baseadas em interpretações equivocadas de estudos, sugerem que o flúor seria um neurotóxico ou causador de doenças sistêmicas. Mas o que a ciência real, aquela revisada por pares e chancelada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), tem a dizer?

Para o Dr. Frederico Coelho, fundador do Crool Centro Odontológico e Doutor em Implantodontia, o debate precisa ser trazido de volta para o terreno da ética e do bom senso. “Estamos vendo um movimento de desinformação que ameaça retroceder décadas de conquistas na saúde pública. O flúor na água, em concentrações controladas, é uma estratégia de equidade social: ele protege quem não tem acesso fácil ao dentista”, explica o especialista.

Mas, se o flúor é bom, por que as pessoas alertam sobre a tal fluorose dentária? Pois bem, é aqui que a confusão começa.

O que é, afinal, a fluorose dentária?

Antes de tudo, a fluorose não é uma doença, mas uma alteração estética no esmalte dos dentes que ocorre durante a sua formação. Ela acontece quando a criança ingere uma quantidade excessiva de flúor por um longo período, enquanto os dentes permanentes ainda estão “embaixo da terra”, ou melhor, dentro da gengiva.

“A fluorose se manifesta como pequenas manchas ou linhas brancas opacas na superfície do dente. Em casos muito raros e severos, essas manchas podem se tornar acastanhadas ou criar pequenas porosidades (buracos) no esmalte”, detalha o Dr. Frederico Coelho.

Como identificar?

  • Grau leve: Pequenas estrias brancas, quase imperceptíveis, que muitas vezes só o dentista nota durante uma limpeza profissional.

  • Grau moderado: Manchas brancas mais nítidas que cobrem uma área maior do dente.

  • Grau severo: O esmalte fica mais rugoso, com manchas marrons, podendo haver maior sensibilidade e desgaste.

Atenção: Se você notar manchas brancas nos dentes do seu filho, não entre em pânico. Procure uma avaliação profissional. Muitas vezes, manchas brancas podem ser sinais de cárie incipiente ou hipoplasia, e não necessariamente fluorose.

O “vilão” não é quem você pensa

Aqui reside o ponto crucial que as fake news ignoram: a água fluoretada dificilmente causa fluorose severa. No Brasil, o controle da água é rigoroso e as dosagens são mínimas, incapazes de gerar toxicidade.

De acordo com o Dr. Frederico Coelho, a causa número um da fluorose hoje é a ingestão inadvertida de creme dental por crianças pequenas. “A criança ainda não tem o reflexo de cuspir totalmente desenvolvido. Se ela usa uma quantidade exagerada de pasta e acaba ‘comendo’ o produto todos os dias, ela está recebendo uma carga de flúor muito maior do que aquela presente na água”, alerta o doutor.

A idade crítica é na janela dos 0 aos 8 anos

O risco de fluorose existe apenas durante a formação do esmalte. Após os 8 ou 9 anos (com exceção dos dentes do siso), os dentes já estão formados e o flúor ingerido não tem mais o poder de causar manchas. Portanto, o foco total da prevenção deve ser na primeira infância.

É possível remover as manchas?

Além disso, a boa notícia é que a odontologia moderna oferece soluções estéticas de excelência. No Crool Centro Odontológico, o tratamento é personalizado de acordo com a gravidade de cada caso:

  1. Microabrasão: Para casos leves, remove-se uma camada infinitesimal do esmalte manchado, devolvendo a uniformidade.

  2. Clareamento dental: Ajuda a disfarçar as manchas brancas, igualando a cor do dente.

  3. Facetas e lentes de contato de porcelana: Em casos severos, onde a estrutura do esmalte foi comprometida, as lentes devolvem a estética e a proteção ao dente.

“O tratamento da fluorose no Crool não visa apenas o visual, mas a autoestima do paciente e a integridade da saúde bucal”, comenta o Dr. Frederico.

Guia prático para pais: Como prevenir sem abrir mão da proteção?

O flúor é essencial para prevenir a cárie, que ainda é a doença crônica mais comum na infância. Não devemos eliminá-lo, mas sim usá-lo com inteligência.

Idade da criança Quantidade de pasta com flúor (1.100 ppm) Frequência
0 a 3 anos Equivalente a um grão de arroz cru 2x ao dia
3 a 6 anos Equivalente a um grão de ervilha 2x ao dia
Acima de 6 anos Tamanho de uma pequena pérola 3x ao dia

Dica de ouro do Dr. Frederico: “Nunca deixe a criança escovar os dentes sozinha sem supervisão até que ela saiba cuspir perfeitamente. E, claro, mantenha a pasta de dente (que muitas vezes tem um sabor adocicado atrativo) longe do alcance dos pequenos, como se fosse um medicamento”.

Ciência acima do pânico

A Federação Dentária Internacional (FDI) e a Associação Internacional de Pesquisa Odontológica são unânimes: a fluoretação é segura. Países que interromperam a prática em certas regiões viram os índices de cárie dispararem em curto prazo, sobrecarregando o sistema de saúde.

O Crool Centro Odontológico caminha de mãos dadas com essas evidências. Sob o comando do Dr. Frederico Coelho, o centro não apenas trata as consequências de uma saúde bucal negligenciada, mas atua fortemente na prevenção e na educação do paciente.

A ciência é clara: o flúor é um aliado. O excesso, como em qualquer substância, exige cuidado, mas nunca a abolição de uma medida que salva sorrisos diariamente. Então, já sabe, né? Tratamento odontológico? Crool, é lógico. Clique aqui e agende sua avaliação.

Compartilhe:

Posts Relacionados

CROOL - Centro Odontólogico © 2026

Desenvolvido por  Red WebDesign