CROOL
Dificuldade de abrir a boca após extrair o siso ou tratamentos longos?
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Há poucos dias comentamos sobre um gel que promete regenerar o esmalte dentário. Embora o esmalte seja a camada mais dura e resistente do corpo humano, ele sofre pequenos desgastes todos os dias. Escovar os dentes com muita força, roer unhas, comer ou beber algo ácido e até o ranger de dentes são alguns dos hábitos que contribuem para o que chamamos de erosão dentária. O grande problema desse processo é que ele é irreversível. Em outras palavras, uma vez desgastado, nosso esmalte não pode ser recuperado, por isso há tantas pesquisas em torno disso.
Embora estudos estejam tentando reverter essa realidade, uma coisa é certa, até o momento, a melhor forma de evitar a erosão dentária é através do cuidado cotidiano. Por isso, vamos mergulhar na ciência do esmalte, entender por que ele é tão precioso e descobrir como proteger o que você tem hoje. Afinal, como diria o ditado: é melhor prevenir do que esperar pelo gel milagroso.
Para entender a gravidade da erosão, primeiro precisamos valorizar o protagonista dessa história: o esmalte dentário.
Ele é a camada externa dos seus dentes, uma armadura biológica composta majoritariamente por minerais (hidroxiapatita). É, literalmente, a substância mais dura produzida pelo corpo humano, mais resistente até que os ossos. Sua função é nobre: proteger as camadas internas sensíveis do dente (a dentina e a polpa, onde fica o nervo) contra o desgaste da mastigação e as variações de temperatura.
No entanto, essa armadura tem um “Calcanhar de Aquiles”: o ácido.
Recentemente, pesquisadores desenvolveram géis baseados em peptídeos e proteínas que mimetizam a forma como o esmalte é criado na natureza. Diferente das restaurações tradicionais que apenas “tampam o buraco”, essa nova tecnologia promete guiar os minerais para que eles se organizem novamente em cristais perfeitos, regenerando a estrutura original.
É fascinante? Sem dúvida. É a cura para o descuido? Ainda não.
Enquanto o gel regenerador ainda caminha dos laboratórios para a prática clínica em massa, a erosão dentária continua fazendo vítimas. Mas o que ela é exatamente?
Muitas pessoas confundem erosão com cárie, mas são condições diferentes.
Cárie: É causada por bactérias que transformam açúcar em ácido, corroendo o dente.
Erosão: É um processo químico e não bacteriano. O dente é atacado diretamente por ácidos que dissolvem o esmalte. É como jogar água fervendo em um cubo de gelo ou ver uma estátua de mármore perdendo os detalhes por causa da chuva ácida.
Para o Dr. Frederico Coelho, fundador do Crool Centro Odontológico, Mestre e Doutor em Implantodontia, o grande perigo da erosão é que ela é frequentemente indolor em seus estágios iniciais.
“A erosão é traiçoeira. Diferente de uma fratura, onde o paciente sabe exatamente quando aconteceu, a erosão ocorre micrômetro por micrômetro, dia após dia. Quando o paciente percebe a sensibilidade ou a mudança na estética, uma quantidade significativa de esmalte já foi perdida permanentemente,” explica o Dr. Frederico Coelho.
Se não são as bactérias, quem está atacando seus dentes? Os especialistas classificam as causas em dois grupos:
Aqui, o ácido vem do próprio estômago. O ácido gástrico é extremamente corrosivo (ácido clorídrico). Quando ele sobe para a boca, lava os dentes e causa danos severos. Isso é comum em pacientes com:
Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE).
Bulimia ou transtornos alimentares que envolvem vômitos frequentes.
Enjoos matinais crônicos na gravidez.
Esta é a causa mais ligada ao estilo de vida moderno. Estamos bombardeando nossos dentes com acidez constantemente através da dieta:
Refrigerantes: Mesmo as versões “zero” ou “diet” contêm ácidos (como o fosfórico e o cítrico) que destroem o esmalte.
Bebidas esportivas e energéticos: Frequentemente consumidos por atletas, são altamente erosivos.
Frutas cítricas: Limão, laranja e abacaxi são saudáveis, mas exigem cautela. O hábito de “chupar limão” ou beber água com limão o dia todo é um risco real.
Vinho: Especialmente o branco, pode ser bastante ácido.
Você não precisa esperar sentir dor para desconfiar que algo está errado. O Dr. Frederico Coelho aponta alguns sinais visuais e sensoriais que indicam que o esmalte está ficando fino:
Transparência nas pontas: As bordas dos dentes da frente (incisivos) começam a ficar translúcidas, parecendo vidro.
Amarelamento: Conforme o esmalte branco se desgasta, a dentina (que é amarela e fica embaixo dele) começa a aparecer mais.
Arredondamento: Os dentes perdem seus formatos originais, ficando com as pontas arredondadas ou com pequenas crateras na superfície de mastigação (nos molares).
Hipersensibilidade: Aquela pontada aguda ao beber água gelada, comer um doce ou tomar um café quente. Isso acontece porque a proteção do esmalte se foi, expondo os canais nervosos da dentina.
A notícia do gel regenerador é incrível, mas a realidade clínica atual é: cuidar do que você tem. A preservação do esmalte natural deve ser a prioridade número um de qualquer paciente.
Aqui estão estratégias práticas para blindar seu sorriso, recomendadas por especialistas:
A regra dos 30 minutos: Nunca escove os dentes imediatamente após consumir algo ácido. O ácido amolece o esmalte temporariamente. Se você passar a escova nesse momento, estará literalmente raspando seu esmalte fora. Espere pelo menos 30 a 60 minutos para que a saliva neutralize o pH da boca.
Água, sua melhor amiga: Bebeu vinho ou refrigerante? Faça um bochecho com água logo em seguida. Isso ajuda a “lavar” os ácidos.
Use canudos: Ao beber líquidos ácidos, use um canudo posicionado para o fundo da boca, minimizando o contato com os dentes.
Chicletes sem açúcar: Mascar chiclete estimula a produção de saliva, que é o detergente natural da nossa boca e ajuda a repor minerais perdidos.
Cuidado com o “saudável”: Se você adora sucos detox ou água com limão, tente consumi-los junto com as refeições principais, e não aos goles longos durante o dia todo.
Embora a ciência busque incansavelmente formas de reverter danos, o olhar clínico humano é insubstituível. O diagnóstico precoce da erosão pode salvar anos de tratamentos complexos no futuro.
O Dr. Frederico Coelho reforça que a visita ao dentista não deve acontecer apenas quando há dor. “No Crool, focamos muito na prevenção e na identificação desses desgastes em estágio inicial. Muitas vezes, conseguimos identificar um problema de refluxo gástrico no paciente apenas observando o padrão de desgaste dos dentes, encaminhando-o para um médico antes que o problema se agrave”, comenta o fundador do Crool.
A tecnologia, como o gel regenerador citado nas pesquisas recentes, virá para somar, mas ela não substitui a responsabilidade diária que temos com nossa saúde. Até que possamos comprar “esmalte novo” na farmácia, seu sorriso depende de bons hábitos, informação de qualidade e acompanhamento profissional. Cuidado odontológico? Crool, é lógico. Clique aqui e agende sua avaliação.
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