Mulher com uma folha de maconha na boca enquanto pensa sobre sua saúde bucal.

Maconha e saúde bucal: o que a ciência diz sobre os riscos e como se cuidar

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O debate sobre o uso da cannabis — seja ele medicinal ou recreativo — nunca esteve tão em alta no Brasil e no mundo. No entanto, enquanto as discussões costumam focar nos efeitos neurológicos ou terapêuticos, um campo fundamental da nossa saúde tem ficado em segundo plano: a boca. Recentemente, estudos divulgados pela CNN Brasil e alertas de especialistas publicados no Jornal Opção trouxeram à tona uma realidade que muitos usuários desconhecem: o consumo de maconha pode ser um fator de risco significativo para a saúde bucal.

Para entender essa relação complexa e desmistificar o que é mito e o que é fato, conversamos com o Dr. Frederico Coelho, fundador do Crool Centro Odontológico, Mestre e Doutor em Implantodontia. Segundo ele, o problema muitas vezes não reside na substância em si, mas no comportamento e nas reações fisiológicas que o consumo desencadeia.

O grande problema por trás da “boca seca”

Se você já ouviu falar (ou sentiu) a famosa “boca seca” após o consumo de cannabis, saiba que, na odontologia, isso tem nome: xerostomia. E não é apenas um desconforto passageiro, é uma porta aberta para doenças.

“O THC, principal componente psicoativo da maconha, interage com receptores nas glândulas salivares, enviando uma mensagem para que elas reduzam a produção de saliva”, explica o Dr. Frederico. A saliva é o “detergente natural” da nossa boca. Ela neutraliza ácidos, ajuda na remineralização dos dentes e remove restos de comida. Sem ela, o ambiente bucal se torna um terreno fértil para bactérias.

Saliva e larica, uma perigosa combinação

Um dos efeitos mais conhecidos da maconha é a estimulação do apetite, popularmente chamada de “larica”. Contudo, o problema é que essa fome costuma ser direcionada a alimentos ultraprocessados, ricos em açúcar e carboidratos.

Então, quando somamos a ingestão de doces à ausência de saliva para limpar esses resíduos, o resultado é uma aceleração drástica no surgimento de cáries e doenças gengivais (periodontite). Para o Dr. Frederico, o contexto do consumo pesa mais do que a planta isoladamente: “O problema não está necessariamente no canabidiol (CBD), usado em óleos medicinais, mas na forma como a maconha recreativa é consumida, geralmente através do fumo ou de alimentos açucarados”.

Fumaça é fumaça: O impacto térmico e químico

Não é apenas a maconha que preocupa os dentistas. O hábito de fumar — seja o cigarro tradicional, o palheiro, o narguilé ou os onipresentes vapes — gera um impacto térmico agressivo aos tecidos da boca. Já falamos sobre o tabagismo e o risco de cigarros eletrônicos, mas vamos lá novamente:

  • Vapes e pods: Embora vendidos como “menos nocivos”, o vapor quente e as substâncias químicas alteram a microbiota bucal e reduzem drasticamente a salivação.

  • Narguilé: Uma sessão pode equivaler a fumar dezenas de cigarros, expondo a gengiva a toxinas que favorecem a inflamação e o escurecimento dos dentes.

  • Cigarro e palheiro: O alcatrão e a nicotina reduzem a vascularização da gengiva, “mascarando” sangramentos que seriam sinais de alerta para doenças graves.

Riscos em procedimentos e a importância da transparência

Aqui reside um dos pontos de maior alerta para quem faz uso de cannabis: a segurança em procedimentos cirúrgicos. O uso crônico de maconha pode interferir na eficácia de anestésicos locais e complicar o processo de cicatrização.

“Em casos de implantes dentários ou extrações, a saúde dos tecidos é fundamental. A maconha pode comprometer a vascularização necessária para que o osso se integre ao implante”, alerta o Dr. Frederico Coelho. Além disso, há o risco de interações medicamentosas. Por isso, a regra de ouro é a transparência.

“O dentista é um profissional de saúde, não um juiz. Informar sobre o uso de cannabis é uma questão de segurança clínica, permitindo que possamos ajustar a dosagem da anestesia e planejar um pós-operatório mais seguro, sem riscos de hemorragias ou infecções”, reforça o fundador do Crool.

Como minimizar os riscos?

Se você utiliza cannabis, seja por indicação médica ou de forma recreativa, alguns cuidados básicos podem salvar o seu sorriso:

  1. Hidratação extrema: Beba muita água antes, durante e depois do consumo para compensar a xerostomia.

  2. Higiene rigorosa: Se a “larica” bater e você consumir doces, não pule a escovação e o fio dental. O açúcar estagnado em uma boca seca é o cenário ideal para a destruição do esmalte.

  3. Estimulantes salivares: O uso de gomas de mascar sem açúcar com xilitol pode ajudar a estimular a produção de saliva.

  4. Consultas regulares: O acompanhamento profissional precisa ser mais frequente para monitorar lesões nas mucosas e o início de inflamações gengivais.

Priorizamos um cuidado que respeita seu estilo de vida

Antes de tudo, a saúde bucal não deve ser um tabu. O entendimento moderno da odontologia foca na redução de danos e no acolhimento do paciente. “No Crool Centro Odontológico, nossa abordagem é humanizada. Entendemos o estilo de vida de cada paciente para oferecer o melhor tratamento, garantindo que ele tenha saúde sem abrir mão da sua individualidade”, pontua o Dr. Frederico Coelho.

O Crool se destaca como o lugar ideal para quem busca esse cuidado integral. Com tecnologia de ponta e uma equipe preparada para lidar com as complexidades da odontologia moderna, o centro oferece desde limpezas preventivas até reabilitações complexas, sempre pautadas pela ética e pelo bem-estar do paciente.

Lembre-se: cuidar da sua boca é cuidar do seu corpo como um todo. Seja transparente com seu dentista, mantenha seus exames em dia e não deixe que um hábito comprometa a beleza e a funcionalidade do seu sorriso. Cuidado odontológico? Crool, é lógico. Clique aqui e agende sua avaliação.

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