Homem escovando os dentes e cercado por plásticos e microplásticos.

Microplásticos na higiene bucal: O que a ciência diz sobre os riscos

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Os dilemas da saúde pública moderna parecem não parar. Estamos falando do plástico que, antes sinônimo de praticidade e progresso, tornou-se uma ameaça onipresente e invisível. Só para ilustrar, várias descobertas encontraram micro partículas do material no coração, no cérebro e até no sangue humano. Contudo, uma notícia específica atraiu a atenção nos últimos dias: há evidências de que produtos utilizados na higiene bucal liberem microplásticos.

De acordo com a matéria inicialmente veiculada pelo The New York Times e repercutida no Brasil pela Exame e Folha de S.Paulo, o ato de escovar os dentes e usar fio dental pode estar liberando fragmentos microscópicos de plástico diretamente na nossa cavidade bucal. Mas antes de entrar em pânico e jogar sua escova no lixo, é preciso entender o cenário completo.

O que são, afinal, os microplásticos?

Para entender o risco, precisamos, antes de tudo, definir o que é isso que todos estão comentando. Em suma, os microplásticos são partículas de polímeros sintéticos com menos de 5 milímetros. Eles surgem de duas formas: ou são fabricados intencionalmente nesse tamanho (como as antigas microesferas em pastas de dentes, proibidas nos EUA em 2015) ou resultam da degradação de objetos maiores.

O cenário é alarmante. Segundo dados da revista Veja, produzimos anualmente mais de 330 milhões de toneladas de plástico. Estima-se que existam 4,9 bilhões de toneladas de resíduos plásticos espalhados pelo planeta. Portanto, estamos falando de um poluente emergente que já contaminou toda a cadeia alimentar. Em outras palavras, os microplásticos não estão apenas nos oceanos, eles estão no que comemos, no que bebemos e, ao que tudo indica, no modo como higienizamos nossa boca.

Nesse cenário, mais de 98% dos plásticos derivam de fontes fósseis e contêm aditivos químicos para dar cor, flexibilidade e resistência. Quando essas partículas entram no organismo, podem causar o que a ciência chama de desequilíbrio oxidativo e respostas inflamatórias. No entanto, a toxicidade exata para humanos ainda está sendo mapeada pela Comissão Minderoo-Mônaco, mas já sabemos que o corpo não foi projetado para processar esses resíduos sintéticos.

O dilema da pia do banheiro: a escova e o fio dental

A grande questão levantada recentemente é o atrito. A maioria das escovas de dentes possui cerdas de nylon — um filamento plástico. Ao escovarmos, o atrito mecânico contra o esmalte e a gengiva pode fragmentar essas cerdas. O mesmo ocorre com o fio dental, que é essencialmente um fio plástico passando por espaços estreitos.

“Existe a teoria de que esses fragmentos podem entrar na corrente sanguínea através de pequenas fissuras na gengiva ou serem simplesmente engolidos”, pontua o Dr. Frederico Coelho, fundador do Crool Centro Odontológico e Doutor em Implantodontia. Além disso, as embalagens de pasta de dente e enxaguantes, feitas de plásticos moldados sob calor, podem lixiviar micropartículas para dentro do produto antes mesmo de ele chegar à sua boca.

Pesquisadores especulam que essas partículas poderiam perturbar o equilíbrio microbiano da boca (o microbioma oral). “O Crool sempre acompanha de perto esses estudos, mas é fundamental ser ético com o paciente: hoje, a ciência ainda não consegue mensurar se a quantidade liberada pela escova é mais significativa do que a que ingerimos pela água ou pelo ar”, afirma o fundador do Crool.

Saúde bucal vs. microplásticos: não pare de escovar!

Aqui entra o ponto crucial da nossa editoria: a balança de riscos. Enquanto os danos dos microplásticos na odontologia ainda são objeto de estudo e carecem de dados robustos, os danos de não escovar os dentes são altamente conhecidos e fatais.

A má higiene bucal está diretamente ligada a:

Para o Dr. Frederico Coelho, o foco deve ser o equilíbrio. “Não podemos abandonar a higiene bucal por medo do plástico, pois as bactérias patogênicas são uma ameaça muito mais imediata e comprovada do que as partículas de nylon. O que precisamos é de uma higienização consciente e técnica”.

Guia de redução de danos: Como escovar de forma “limpa”

Se você está preocupado com a ingestão de plástico, separamos algumas orientações baseadas nas recomendações de especialistas internacionais para minimizar a exposição:

  1. Suavidade é a palavra de ordem: Movimentos bruscos fragmentam mais as cerdas e machucam a gengiva, criando portas de entrada para partículas. Escove com a força de quem limpa a casca de um tomate, não de quem esfrega o chão.

  2. Prefira cerdas macias: Além de serem melhores para a preservação do esmalte, elas tendem a ser menos abrasivas e liberam menos resíduos por atrito.

  3. A regra dos 3 meses: Troque sua escova regularmente. Cerdas gastas e “abertas” perdem a integridade estrutural e degradam-se mais facilmente.

  4. Cuidado com a temperatura: “Nunca lave sua escova com água fervendo para esterilizar”, alerta o Dr. Frederico. O calor degrada o plástico rapidamente. Use água fria ou morna e guarde os produtos longe da incidência direta do sol.

  5. O enxágue estratégico: Faça um bom enxágue após a escovação para remover resíduos de cerdas ou pasta, mas não exagere para não remover todo o flúor necessário para a proteção dos dentes.

  6. Cuidado com as “alternativas”: Escovas de bambu são ótimas para o meio ambiente, mas cuidado com cerdas de pelo de javali, elas podem ser porosas, acumular bactérias e ser agressivas à gengiva.

Leia também: Higiene bucal: 7 coisas que seu dentista gostaria que você soubesse

Ciência acima do medo

O debate sobre microplásticos é um chamado para a indústria odontológica buscar materiais mais sustentáveis e biocompatíveis. No entanto, a ciência é um processo lento. Como bem disse Sanjay Mohanty, da UCLA, “só porque microplásticos são liberados, não significa que estão entrando (ou permanecendo) no nosso corpo”. Grande parte pode ser simplesmente cuspida durante o bochecho.

Na dúvida, o caminho é buscar auxílio profissional. O Crool Centro Odontológico destaca-se como o lugar ideal para cuidados profiláticos, justamente por contar com uma equipe que caminha alinhada com as evidências científicas mais recentes. Sob a liderança do Dr. Frederico Coelho, o Crool preza por uma odontologia humanizada que entende o paciente não apenas como um “conjunto de dentes”, mas como um organismo complexo inserido em um ambiente em constante mudança.

Cuidar do sorriso é, acima de tudo, um ato de saúde sistêmica. Cuidado odontológico? Crool, é lógico. Clique aqui e agende sua avaliação.

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