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Dificuldade de abrir a boca após extrair o siso ou tratamentos longos?
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Quantas vezes você já ignorou um pequeno incômodo na boca? Uma lasquinha no dente, uma sensibilidade passageira, ou até mesmo um buraco que não dói? A história de Graham Bell, um britânico de 60 anos, é um lembrete de que, na saúde, o silêncio nem sempre é ouro. Na verdade, quando não há prevenção, às vezes, é um prenúncio de tempestade.
Graham tinha um dente quebrado que, surpreendentemente, não doía nem inchava. Por não apresentar sintomas claros de dor, ele foi deixando o tratamento para depois. O que parecia ser apenas um problema estético ou um pequeno defeito, na verdade, era a porta de entrada para uma infecção. Quando ele menos esperava, o problema, antes bucal, se alastrou até o cérebro. O diagnóstico foi devastador: abscesso cerebral. Em outras palavras, uma coleção de pus e material infeccioso dentro do órgão vital, que levou a um quadro de sepse (infecção generalizada no sangue) e o deixou com sequelas neurológicas semelhantes às de um AVC (Acidente Vascular Cerebral).
O caso de Graham, amplamente noticiado, não é uma exceção isolada, mas sim um holofote aceso sobre um tema crucial: o abscesso dentário e a intrínseca, e por vezes perigosa, conexão entre a saúde bucal e o resto do nosso corpo.
Para entender o que aconteceu com Graham, precisamos conhecer o abscesso dentário. Pois bem, imagine o abscesso como uma infecção que começou no dente ou na gengiva e, após uma longa jornada de ataque e resistência, se consolida em um acúmulo de pus.
Tecnicamente, o abscesso é uma bolsa de pus que se forma na ponta da raiz do dente (abscesso periapical) ou na gengiva (abscesso periodontal).
Pus: É um líquido espesso, amarelado ou esverdeado, composto por restos de células, tecido morto, bactérias e glóbulos brancos, o exército de defesa do seu corpo que morreu tentando combater a invasão bacteriana.
A causa é, quase sempre, a mesma: uma infecção bacteriana que penetra no dente. Geralmente isso ocorre através de uma cárie não tratada, um trauma (como o dente quebrado de Graham), um tratamento de canal mal executado, ou uma doença periodontal avançada. As bactérias, ao encontrarem o tecido mole (polpa) no interior do dente, começam a se multiplicar e liberam toxinas, iniciando o processo inflamatório e de formação do pus.
O Dr. Frederico Coelho, fundador do Crool Centro Odontológico, Mestre e Doutor em Implantodontia, reforça a gravidade e a abrangência desse problema:
“O abscesso dentário não escolhe idade, atinge desde crianças com cáries de mamadeira até idosos com doenças gengivais avançadas. É um processo infeccioso que tem o potencial de ir além da boca. O que faz dele um quadro de alto risco é justamente a sua relação sistêmica. A boca está conectada ao restante do organismo e a infecção, se não contida, encontra vias de acesso para outras regiões do corpo, como a corrente sanguínea, ossos e até o cérebro.”
Muitas pessoas associam o abscesso apenas à dor excruciante, mas a verdade é que, como no caso de Graham, ele pode se desenvolver de forma mais insidiosa. A dor intensa, quando presente, é um sinal de que a pressão do pus está comprimindo os nervos. Mas o abscesso pode passar por fases que merecem sua total atenção:
O pus está se formando e ainda está contido na região em volta da ponta da raiz do dente.
Sintomas:
Dor intensa e latejante ao mastigar, ou ao tocar no dente.
Leve inchaço na gengiva, próximo ao dente afetado.
Importante: A dor pode cessar repentinamente se o pus encontrar uma pequena saída (fístula), dando a falsa impressão de cura. Mas a infecção continua lá.
A infecção avança e começa a perfurar o osso que sustenta o dente. O corpo está tentando desesperadamente limitar o estrago, e o pus se acumula com mais pressão.
Sintomas:
Inchaço visível no rosto, na região da mandíbula ou do maxilar, próximo ao dente. A face parece assimétrica e mais volumosa.
Febre, mal-estar, dores de cabeça.
Gânglios linfáticos do pescoço (linfonodos) inchados e doloridos.
O abscesso rompeu a barreira óssea e o pus está agora na região submucosa, logo abaixo da pele.
Sintomas:
O inchaço no rosto continua, mas agora pode parecer flutuante ou mole ao toque, como um balão cheio de água.
A dor pode diminuir se a pressão interna for aliviada.
Pode ocorrer drenagem do pus (fístula) pela gengiva ou, em casos mais graves, pela pele. O gosto ruim e o mau hálito persistente são comuns.
Assim como ficou notável, se não for tratado a tempo, o abscesso dentário se torna um “agente de caos” no organismo. A infecção, ao não encontrar uma saída controlada, pode seguir o caminho de vasos sanguíneos e espaços fasciais, migrando para outras estruturas vitais.
O Dr. Frederico Coelho explica o que torna esse quadro tão perigoso e como ele se conecta ao caso de Graham:
“O perigo real do abscesso dentário é a sua capacidade de se tornar uma infecção sistêmica, que afeta todo o corpo. O caso de abscesso cerebral no Reino Unido é o extremo dessa evolução. As bactérias da boca podem ser transportadas pelo sangue e se alojar em órgãos distantes. Sem contar outras complicações seríssimas, que podem levar a internação e risco de morte.”
Dentre as complicações citadas, podemos destacar:
Sepse (Infecção generalizada): Quando as bactérias entram na corrente sanguínea (bacteremia) e o corpo libera substâncias químicas na tentativa de combater a infecção, gerando uma reação inflamatória descontrolada que pode causar falência de múltiplos órgãos. Foi o que aconteceu com Graham Bell.
Angina de Ludwig: Uma infecção grave e rapidamente progressiva que atinge o assoalho da boca e o pescoço. Ela pode inchar a garganta a ponto de bloquear as vias aéreas, causando asfixia e exigindo uma intervenção de emergência.
Osteomielite: A infecção se espalha para os ossos, tornando a área necrótica e de difícil tratamento.
Sinusite: A infecção do dente superior (maxila) pode invadir o seio maxilar, causando uma sinusite de origem odontogênica.
Extração do dente: Em muitos casos, se o tratamento de canal e a limpeza da área infectada não forem suficientes para salvar o dente, a única opção segura para erradicar a infecção é a extração.
A boa notícia é que o abscesso dentário é quase 100% evitável. É uma doença de fácil prevenção, mas que exige compromisso e disciplina com a sua rotina de cuidados.
A prevenção é o segredo para manter as bactérias à distância e blindar a saúde sistêmica:
Higiene Impecável: Escovação de qualidade (no mínimo duas vezes ao dia, com escova de cerdas macias), uso diário de fio dental e, se recomendado, enxaguantes bucais. Lembre-se, o fio dental é o único que alcança o espaço entre os dentes, onde a cárie e a doença periodontal começam.
Dieta Anti-Açúcar: Reduzir o consumo de açúcar e carboidratos refinados é essencial. O açúcar é o principal alimento das bactérias que causam cárie e, consequentemente, o abscesso.
Visitas de Rotina: Consultas regulares (a cada 6 meses) com o dentista para check-up e profilaxia (limpeza) profissional são cruciais para detectar e tratar cáries e problemas gengivais em seu estágio inicial, antes que virem um abscesso.
Ao identificar qualquer sinal de abscesso (dor, inchaço, febre, ou até mesmo um dente quebrado que não dói, como o de Graham), a busca imediata por um cirurgião-dentista é inegociável.
O objetivo primário do tratamento, segundo o Dr. Frederico, é eliminar a infecção e drenar o pus:
“No Crool Centro Odontológico, nosso foco é o diagnóstico precoce e a abordagem minimamente invasiva, sempre que possível. O tratamento padrão de um abscesso periapical envolve quase sempre o tratamento endodôntico, o famoso ‘tratamento de canal’. Ele permite que o dentista remova a polpa infectada, limpe e desinfete o interior do dente e da raiz, e sele o canal para evitar uma nova colonização bacteriana. Em casos de grande acúmulo de pus, pode ser necessária uma pequena incisão para drenar o abscesso, aliviando a dor e a pressão.”
Em quadros mais avançados, o dentista pode prescrever antibióticos para controlar a infecção antes e depois da drenagem. A rapidez no início do tratamento define se o dente será salvo e, mais importante, se o paciente evitará uma complicação sistêmica.
O caso de Graham Bell nos mostra que a saúde bucal não é um compartimento isolado do corpo. É um ponto estratégico. Portanto, negligenciar um dente é correr um risco que transcende a dor, podendo afetar órgãos vitais e a qualidade de vida.
Para quem busca uma abordagem de saúde bucal que olha para o corpo como um todo, o Crool oferece um time de especialistas prontos para te ajudar na prevenção e tratamento de quadros de abscesso e qualquer outra doença bucal. A filosofia é clara: cuidar do seu sorriso é cuidar da sua saúde geral.
Não espere o inchaço ou a febre. Não espere a dor parar para achar que o problema acabou. Então, se você notar um dente quebrado, uma cárie profunda, ou qualquer um dos sintomas listados nas três fases do abscesso, procure um dentista imediatamente. Cuidado odontológico? Crool, é lógico. Clique aqui e agende sua avaliação.
Fontes: Viva Bem, Jornal da USP e Terra.
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