CROOL
Dificuldade de abrir a boca após extrair o siso ou tratamentos longos?
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Imagine que o seu corpo é como um computador de última geração. Muitas vezes, o sistema operacional envia pequenos avisos de “erro” que nós, por pressa ou desconhecimento, simplesmente clicamos em “ignorar”. O problema é que, quando o assunto é saúde bucal, esses “pop-ups” do organismo podem esconder algo muito mais sério do que uma simples afta: o câncer de boca.
A boa notícia é que o futuro chegou para nos ajudar a ler esses avisos. No Rio Grande do Sul, uma pesquisa acadêmica liderada pela professora e doutoranda Tatiana Wanmacher Lepper está desenvolvendo uma inteligência artificial (IA) capaz de identificar padrões de risco de câncer de boca antes mesmo das lesões surgirem.
O projeto, que deve levar cerca de 10 anos para ser concluído devido à necessidade de estudos longitudinais — aqueles que acompanham pacientes por um longo período para validar dados —, é um sopro de esperança. A ideia é que, no futuro, essa tecnologia seja integrada à rede pública de saúde (SUS), funcionando como um exame complementar que sinaliza o perigo antes que ele se torne irreversível.
No entanto, enquanto a IA do futuro está sendo “treinada”, a realidade do presente ainda é preocupante.
De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), aproximadamente 6 mil pessoas morrem anualmente no Brasil em decorrência do câncer de boca. O dado mais alarmante, porém, é o atraso no diagnóstico: mais de 60% dos casos são descobertos já em estágio avançado.
A Federação Brasileira de Hospitais (FBH) traz um dado ainda mais incisivo: estima-se que 8 em cada 10 casos de câncer que acometem a cavidade oral são descobertos quando as chances de cura já estão reduzidas e o tratamento exige intervenções muito agressivas.
Para o Dr. Frederico Coelho, fundador do Crool Centro Odontológico, Mestre e Doutor em Implantodontia, esses números refletem uma falta de cultura preventiva. “Muitas vezes, o paciente só procura o consultório quando sente dor. O câncer de boca, em suas fases iniciais, é frequentemente indolor. Essa ausência de alerta do corpo faz com que as pessoas negligenciem sinais vitais”, explica o especialista.
Didaticamente, o câncer bucal é um tumor maligno que pode afetar lábios, gengivas, bochechas, céu da boca (palato), língua (principalmente as bordas) e a região sob a língua (assoalho da boca). A maioria desses casos é do tipo carcinoma espinocelular, que se origina nas células que revestem a mucosa oral.
O grande risco para a saúde reside na capacidade de metástase. A boca é uma região ricamente irrigada por vasos sanguíneos e linfáticos. Se não for contido cedo, o câncer pode se espalhar rapidamente para os gânglios do pescoço e outros órgãos. Além disso, o tratamento tardio pode comprometer funções básicas e essenciais para a dignidade humana, como a fala, a mastigação e a deglutição.
Um ponto crucial destacado na pesquisa de Tatiana Wanmacher Lepper, e reforçado por profissionais da área, é que a tecnologia não veio para substituir o olho humano ou procedimentos soberanos.
“É fundamental entender que a inteligência artificial não substitui a biópsia”, pontua o Dr. Frederico. “A IA funciona como um ‘filtro inteligente’. Ela ajuda a identificar quem tem maior probabilidade de desenvolver a doença, permitindo que o dentista intervenha muito antes. Mas o diagnóstico definitivo e o plano de tratamento continuam sendo responsabilidades humanas e clínicas”.
Se a IA ainda está em fase de validação, como podemos fazer a prevenção por conta própria? O Dr. Frederico Coelho lista os sinais que costumam ser ignorados, mas que deveriam acender o alerta vermelho:
A “afta” que não cura: Uma úlcera ou ferida na boca que não cicatriza em até 15 dias é o sinal clássico. Muitas pessoas usam pomadas caseiras e esperam meses, perdendo o tempo de ouro do tratamento.
Manchas coloridas: Manchas brancas (leucoplasias) ou vermelhas (eritroplasias) nas gengivas, língua ou mucosa. Elas não doem, mas podem ser lesões pré-cancerígenas.
Dificuldade de fala ou deglutição: Sentir que algo está “preso” na garganta ou notar uma mudança súbita na dicção.
Dentes moles sem causa aparente: Quando dentes começam a apresentar mobilidade sem que haja uma doença periodontal (na gengiva) diagnosticada.
Nódulos no pescoço: Às vezes, o sinal não está dentro da boca, mas em um “caroço” persistente na região cervical.
Rouquidão persistente: Especialmente em fumantes e pessoas que consomem álcool com frequência, a rouquidão que não passa pode indicar que a lesão está avançando para áreas posteriores.
A pesquisa gaúcha reforça que o acompanhamento longitudinal é a chave. E é exatamente aqui que a odontologia moderna se conecta com a saúde sistêmica.
“No Crool Centro Odontológico, nós não olhamos apenas para o dente ou para o implante. Olhamos para o paciente como um todo”, afirma o Dr. Frederico. “A profilaxia (limpeza profissional) e as consultas de rotina são oportunidades de ouro para o rastreio. Um dentista atento consegue identificar alterações na mucosa que o paciente, olhando-se no espelho, jamais notaria.”
O acompanhamento odontológico ético e humanizado é capaz de detectar essas anomalias antes que elas se tornem um problema sistêmico grave. Por isso, a recomendação é clara: não espere a dor. O câncer de boca é silencioso, mas a prevenção é ruidosa e eficaz.
Enquanto aguardamos a próxima década para que a IA se torne um padrão nos postos de saúde, a melhor “tecnologia” disponível continua sendo a informação e a visita regular ao dentista.
O Crool conta com uma equipe de especialistas focada não apenas na estética, mas na profilaxia rigorosa e no acompanhamento de situações sistêmicas. Afinal, cuidar da boca é, acima de tudo, cuidar da vida. Se você notou qualquer alteração, por menor que seja, não clique em “ignorar”. Procure um especialista. Cuidado odontológico? Crool, é lógico. Clique aqui e agende sua avaliação.
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