Entenda por que a promessa de dentes com "chip de pagamento" é
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Sinusite odontogênica: Quando o problema na face começa no seu sorriso
- CROOL
- Prevenção
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Basta o tempo esfriar ou a poluição apertar para que as farmácias vejam uma corrida por descongestionantes nasais e analgésicos. A queixa é quase sempre a mesma: “Minha sinusite atacou”. O senso comum nos leva a crer que esse peso na face, o nariz entupido e a dor de cabeça constante são frutos exclusivos de uma gripe mal curada ou de uma alergia persistente à poeira. No entanto, o que muita gente — e até alguns profissionais de saúde — esquece é que o “andar de cima” do nosso rosto (os seios maxilares) compartilha o mesmo teto (ou melhor, o mesmo piso) com o “andar de baixo” (a nossa boca).
Quando a inflamação nos seios da face não cede aos tratamentos convencionais, o culpado pode não ser o clima, mas sim um dente. Estamos falando da sinusite odontogênica, uma condição que, apesar de frequente, ainda passa despercebida por muitos pacientes.
O dado que acende o alerta
Para se ter uma ideia da relevância do tema, a Dra. Juliana Mussi, cirurgiã bucomaxilofacial do Hospital Paulista — uma das maiores referências nacionais em otorrinolaringologia —, aponta que aproximadamente 10% a 12% dos casos de sinusite têm origem odontogênica. Ou seja, em cada dez pessoas que sofrem com essa inflamação, ao menos uma delas não resolverá o problema com sprays nasais, mas sim na cadeira do dentista.
Para o Dr. Frederico Coelho, mestre e doutor em Implantodontia e fundador do Crool Centro Odontológico, essa estatística reflete a necessidade de uma visão sistêmica. “O corpo não trabalha em compartimentos estanques. A boca é a porta de entrada para diversas bactérias e a proximidade anatômica com o seio maxilar faz com que qualquer infecção dentária não tratada seja uma ameaça direta à saúde respiratória”, explica o especialista.
A ciência por trás da proximidade
A explicação para esse fenômeno é puramente anatômica, mas fascinante. Uma pesquisa conduzida por Lívia Machado Lima Makris, no Programa de Pós-Graduação em Clínica Odontológica da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), lançou luz sobre essa conexão. Analisando 113 pacientes e mais de 1.600 raízes dentárias, Lívia mediu a distância entre o ápice (a pontinha) da raiz do dente e o seio maxilar.
O estudo revelou que a proximidade ou o contato direto da raiz com essa cavidade é o principal gatilho. “Qualquer paciente que tenha o ápice da raiz próximo ao seio maxilar, com alguma infecção endodôntica, provavelmente pode desencadear a sinusite maxilar odontogênica, independente da idade”, afirmou a pesquisadora. Embora a idade média dos analisados fosse de 34 anos, a anatomia é o fator determinante.
O que isso significa na prática? Significa que, em muitas pessoas, apenas uma fina camada de osso — ou às vezes apenas uma membrana (membrana de Schneider) — separa a raiz do dente do interior do seio maxilar. Se o dente adoece, a “vizinhança” sofre imediatamente.
Como os problemas dentários “invadem” os seios da face?
De acordo com o Dr. Frederico Coelho, existem várias portas de entrada para que uma bactéria da boca cause uma sinusite. Ele lista os principais vilões:
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Infecções de canal (Endodônticas): Uma cárie profunda que atinge a polpa do dente gera uma necrose. As bactérias ali presentes podem viajar pela raiz e perfurar o seio maxilar.
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Implantes e enxertos ósseos: Além disso, se um implante dentário for mal planejado ou se houver uma infecção (peri-implantite) na região, ele pode atuar como um corpo estranho inflamando a mucosa sinusal. “No Crool, trabalhamos com planejamento digital para garantir que a instalação de implantes respeite rigorosamente os limites biológicos do seio maxilar”, pontua o Dr. Frederico.
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Extrações dentárias: Às vezes, ao extrair um dente molar superior, pode ocorrer uma comunicação bucosinusal (um “furo” acidental entre a boca e o seio). Se não fechado corretamente, restos de comida e bactérias da saliva entram direto no seio da face.
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Problemas gengivais (Periodontite): A perda óssea severa causada por doenças na gengiva pode deixar a base do seio maxilar exposta e vulnerável a infecções.
Sintomas: Como saber se a sua sinusite é “de dente”?
Antes de tudo, os sintomas clássicos da sinusite estão presentes em ambos os casos:
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Nariz entupido (congestão nasal);
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Dor de cabeça e sensação de pressão na face;
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Secreção nasal (coriza).
No entanto, a sinusite odontogênica possui “assinaturas” que podem ajudar no diagnóstico diferenciado. “Geralmente, a sinusite de origem dentária é unilateral — ou seja, dói apenas um lado do rosto, justamente o lado onde está o dente problemático”, explica o Dr. Frederico Coelho. Além disso, é comum o paciente relatar um gosto ou cheiro ruim (fétido) vindo do nariz ou da boca, algo menos frequente em sinusites virais comuns.
| Característica | Sinusite comum (Viral/alérgica) | Sinusite odontogênica |
| Lateralidade | Geralmente os dois lados (bilateral) | Geralmente apenas um lado (unilateral) |
| Causa | Vírus, bactérias respiratórias, pólen | Cárie, canal, implante, extração |
| Odor | Neutro ou leve | Frequentemente fétido (cacosmia) |
| Dor de dente | Rara (pode haver sensibilidade geral) | Comum ou histórico de tratamento dentário |
A importância da união entre Otorrino e Dentista
Um dos maiores desafios da sinusite odontogênica é o diagnóstico tardio. Muitos pacientes passam meses tomando antibióticos receitados por clínicos gerais ou otorrinolaringologistas sem sucesso, porque a fonte da infecção (o dente) continua lá, enviando bactérias para o seio maxilar.
“A integração entre a medicina e a odontologia é fundamental. O médico otorrino deve considerar a condição dental sempre que houver uma sinusite unilateral que não responde ao tratamento”, defende o Dr. Frederico Coelho. Da mesma forma, o dentista precisa estar atento aos exames de imagem, como a tomografia computadorizada, que é o padrão-ouro para visualizar essa relação entre dente e seio.
Tratamento e prevenção: O caminho para o alívio
O tratamento da sinusite odontogênica é duplo: é preciso tratar a mucosa inflamada (muitas vezes com auxílio do médico) e, obrigatoriamente, eliminar a causa dental. Isso pode envolver desde um novo tratamento de canal, a remoção de um implante infectado ou até cirurgias para fechar comunicações entre a boca e o seio.
Para evitar chegar a esse ponto, a prevenção é a palavra de ordem. Manter consultas de rotina é o que garante que uma pequena cárie não se transforme em uma sinusite crônica debilitante.
O Crool Centro Odontológico destaca-se justamente por oferecer esse atendimento integrado e preventivo. Com uma estrutura tecnológica de ponta e profissionais como o Dr. Frederico Coelho, o foco é o diagnóstico precoce. “No Crool, não olhamos apenas para o dente, olhamos para a saúde sistêmica do paciente. Identificar um risco de sinusite antes mesmo dela manifestar sintomas é o que chamamos de odontologia de excelência”, finaliza o doutor.
Então, se você sofre com sinusites de repetição, talvez a resposta não esteja no seu nariz, mas no seu sorriso. Consultar um especialista que entenda essa conexão é o primeiro passo para voltar a respirar aliviado. Cuidado odontológico? Crool, é lógico. Clique aqui e agende sua avaliação.
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