CROOL
Dificuldade de abrir a boca após extrair o siso ou tratamentos longos?
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Para muitos, a simples menção à palavra “siso” já traz um calafrio na espinha. O temor de enfrentar o consultório odontológico, o barulhinho do motor e o repouso à base de sorvete faz parte do imaginário popular. O dente, apelidado carinhosamente de “dente do juízo” por surgir geralmente entre os 17 e 25 anos — quando teoricamente já deveríamos ter alguma maturidade —, é cercado de mitos: ele realmente entorta os outros dentes? Todo mundo precisa tirar?
A natureza, no entanto, parece estar pregando uma peça na humanidade. Existe uma ironia biológica curiosa: enquanto alguns bebês surpreendem a maternidade ao já nascerem com os chamados dentes natais (aqueles que aparecem precocemente na gengiva), muitos adultos chegam à maturidade sem nunca ter visto o brilho do terceiro molar na boca. Então, se você faz parte do grupo que nunca teve siso, saiba que você não está “incompleto”. Pelo contrário, você pode ser um exemplo vivo da evolução humana em curso.
O siso é o terceiro molar, o último dente de cada lado das arcadas dentárias, superior e inferior. Na anatomia humana, ele tinha uma função primordial para os nossos ancestrais. De acordo com o Dr. Frederico Coelho, fundador do Crool Centro Odontológico e especialista em Implantodontia, o siso era a nossa ferramenta de processamento de alimentos crus e fibrosos.
“Nossos antepassados possuíam mandíbulas muito mais largas e robustas. O terceiro molar era essencial para triturar raízes, carnes cruas e vegetais duros. Era uma questão de sobrevivência”, explica o Dr. Frederico.
Contudo, com o passar dos milênios, o papel do siso mudou. Hoje, ele é frequentemente visto como um “inquilino indesejado” que tenta se acomodar em um apartamento que ficou pequeno demais.
A resposta para a ausência do siso em parte da população reside em um fenômeno chamado microevolução. Segundo o canal VivaBem, um estudo australiano, publicado no renomado periódico científico britânico Journal of Anatomy, trouxe dados fascinantes sobre como o corpo humano está mudando em um curto período de tempo.
Para a Dra. Teghan Lucas, da Universidade Flinders, em Adelaide, os rostos humanos estão ficando mais curtos. O motivo? Mudanças drásticas na nossa dieta. Em suma, aprendemos a cozinhar, a processar alimentos e a utilizar talheres. Dessa forma, nossa comida tornou-se macia, e aquela mandíbula potente de nossos ancestrais deixou de ser uma vantagem seletiva.
Geneticamente, isso se traduz em algo chamado agenesia. A agenesia do siso é a ausência congênita do dente. Em parte da população ocorrem algumas anomalias dentárias e, nesse caso, genes específicos responsáveis pela formação do germe dentário simplesmente deixam de atuar. Se o dente não é formado na fase embrionária, ele nunca existirá. E a boa notícia, como reforça o Dr. Frederico Coelho, é que essa ausência não traz nenhum prejuízo funcional para a mastigação moderna.
Se por um lado a genética está “aposentando” o siso, por outro, quem ainda nasce com ele enfrenta o desafio do espaço. Ao longo da evolução, o cérebro humano cresceu, e a face recuou. O resultado é uma mandíbula mais delicada onde, muitas vezes, não há vaga para 32 dentes.
Mesmo quando o siso se forma, isso não garante que ele dará as caras. Ele pode ficar “incluso” ou “impactado” — preso dentro do osso ou embaixo da gengiva.
“Muitos pacientes chegam ao Crool acreditando que não têm siso porque não o veem na boca. No entanto, através de exames radiográficos, descobrimos que o dente está lá, apenas escondido e, por vezes, em posições que podem comprometer a saúde dos dentes vizinhos”, alerta o Dr. Frederico.
Hereditariedade: Se seus pais não tiveram siso, as chances de você também não ter são altas. A genética é o fator determinante na formação (ou não) dos germes dentários.
Tamanho da mandíbula: Existe uma desproporção crescente entre o tamanho dos dentes e o tamanho dos ossos da face.
Dieta infantil: O estímulo da mastigação desde a infância influencia o desenvolvimento ósseo. Dietas excessivamente pastosas podem contribuir para arcadas menos desenvolvidas.
Para desmistificar o tema, consultamos o Dr. Frederico Coelho, que separou o que é ciência do que é “conversa de corredor”:
“O siso sempre entorta os dentes da frente”: Nem sempre. Embora a pressão exista, o apinhamento dos dentes anteriores costuma ser multifatorial, envolvendo até questões fisiológicas do envelhecimento.
“Se não dói, não precisa tirar”: Mito perigoso. Na verdade, o siso pode desenvolver cáries, inflamações na gengiva (pericoronarite) e até cistos e tumores sem apresentar dor inicial.
“Todo mundo vai deixar de ter siso no futuro”: A tendência evolutiva aponta para isso, mas a biologia é lenta. Ainda levaremos muitas gerações até que o terceiro molar seja uma peça de museu completa.
Antes de tudo, a decisão de extrair o siso não deve ser baseada apenas na presença do dente, mas na funcionalidade e saúde bucal global. O Dr. Frederico recomenda a extração quando:
Não há espaço para o dente nascer alinhado.
O dente está parcialmente erupcionado, facilitando o acúmulo de bactérias.
Há dor, inchaço ou dificuldade de higienização.
O dente está posicionado horizontalmente, pressionando a raiz do segundo molar.
Ignorar um siso problemático pode levar a infecções graves que se espalham pelo rosto e pescoço, além de perdas ósseas localizadas.
Seja você um “humano do futuro” sem sisos, ou alguém que ainda carrega essa herança de nossos ancestrais caçadores-coletores, o acompanhamento profissional é indispensável. O desaparecimento do siso é uma prova de que o corpo humano está em constante transformação, adaptando-se às nossas novas formas de viver e comer.
Para quem precisa lidar com esse “vestígio da evolução”, o Crool Centro Odontológico destaca-se como o lugar ideal. Com tecnologia de ponta e a experiência do Dr. Frederico Coelho, a clínica oferece segurança tanto para as extrações mais complexas quanto para o check-up preventivo de quem quer manter o sorriso em dia, com ou sem siso. Afinal, ter “juízo” na saúde bucal é saber quando procurar quem entende do assunto.
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