Imagem ilustrativa apresentando a relação entre Inteligência Artificial e Odontologia.

Dente por assinatura? O que é real e o que é IA na odontologia moderna

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Imagine a cena: você está rolando o feed do Instagram ou TikTok e se depara com uma paciente relatando que, na China, dentes perdidos não são mais um problema definitivo. Ela afirma usar um “dente por assinatura”. O custo? Apenas R$ 35,90 mensais. O detalhe tecnológico: se você deixar de pagar a mensalidade, um chip interno “desativa” o dente e ele cai sozinho, como um serviço de streaming que corta o acesso após o vencimento da fatura.

@gabrielkwtSerá que viveremos um dia de Black Mirror odontológico?🤣 . . . . . Conteúdo gerado com ferramentas acessíveis de IA. Quer saber como? Veja os links da bio! 😅♬ som original – Gabriel Kenji

Assim como a legenda do próprio vídeo sugere, parece um episódio de Black Mirror, certo? Pois saiba que o vídeo, publicado pelo cirurgião-dentista Gabriel Kenji, até o momento, acumulou milhões de visualizações e inúmeros comentários e compartilhamentos. Entre alguns que entenderam o humor proposto por Kenji e outros que o acusaram de disseminar informações falsas, houveram aqueles que acreditaram.

Embora o autor deixe claro na legenda que o vídeo foi gerado por Inteligência Artificial (IA) Generativa e tem fins humorísticos e autorais, a velocidade da desinformação é maior que a leitura dos créditos. O caso levanta um debate urgente: até onde a IA pode ir na odontologia e quais os riscos de confiar a nossa saúde a algoritmos sem supervisão humana?

Entre a arte e a ciência: A IA no consultório

O trabalho de Gabriel Kenji não para no dente por assinatura. Ele já “criou” facetas com o rosto de Jesus esculpido em resina e até uma prótese com os doze apóstolos pintados. São obras de arte digitais que mostram o poder das LLMs (Grandes Modelos de Linguagem) e de geradores de imagem, mas que na prática clínica seriam inviáveis ou puramente estéticas.

Contudo, fora do campo do humor, a inteligência artificial já é uma realidade transformadora nos consultórios mais modernos do Brasil. De acordo com o Dr. Frederico Coelho, fundador do Crool Centro Odontológico, mestre e doutor em Implantodontia, a tecnologia é uma aliada formidável quando bem aplicada.

“Hoje, a IA e o fluxo digital nos permitem planejar cirurgias com uma precisão milimétrica. Utilizamos escaneamento intraoral para criar modelos 3D idênticos à boca do paciente, softwares que preveem o desenho da arcada e até impressoras 3D que materializam guias cirúrgicos e próteses provisórias em tempo recorde”, explica o Dr. Frederico.

Onde a IA realmente brilha na Odontologia:

  • Planejamento digital: Simulação do resultado final do sorriso antes mesmo de começar o tratamento.

  • Escaneamento intraoral: Substitui as massas de moldagem desconfortáveis por câmeras de alta precisão.

  • Pesquisa científica: Processamento de dados para descobrir novos materiais e tratamentos.

  • Otimização de tempo: Diagnósticos auxiliados por algoritmos que detectam problemas em estágios iniciais e permitem uma intervenção bem mais rápida e confortável para o paciente. Só para ilustrar, podemos destacar o implante dentário sem corte, que hoje pode ser realizado em menos de cinco minutos.

O perigo do “Dr. Chatbot”: Quando a IA erra o diagnóstico

Se por um lado a IA ajuda o dentista, por outro, ela pode ser uma armadilha para o paciente desavisado. Uma reportagem recente do Estadão acendeu o alerta sobre como o uso de ferramentas como ChatGPT para autodiagnóstico pode atrasar tratamentos graves.

Muitos pacientes, ao sentirem dor ou notarem sangramentos, recorrem à IA em busca de uma resposta rápida. O problema é que a IA trabalha com probabilidades e generalizações de textos encontrados na internet, e não com um exame clínico real.

O Conselho Federal de Odontologia (CFO) realizou testes preocupantes. Ao perguntar a uma IA sobre “gengiva vermelha e sangrando”, a recomendação recebida foi fazer bochechos e escovação delicada. Para o Dr. Frederico esse conselho pode ser um equívoco.

“Em muitos casos de gengivite ou periodontite avançada, a escovação delicada é exatamente o oposto do que o quadro exige. Às vezes, o sangramento indica a necessidade de uma intervenção profunda ou limpeza profissional imediata. Ao seguir uma orientação genérica de uma máquina, o paciente mascara o sintoma e permite que a infecção avance para os tecidos de suporte do dente, podendo levar à perda dentária“, alerta o fundador do Crool.

Em outras palavras, a IA não consegue sentir a textura da gengiva, observar a profundidade de uma bolsa periodontal ou analisar o histórico sistêmico do paciente (como diabetes ou problemas cardíacos, que influenciam diretamente na saúde bucal).

Por que o olhar humanizado ainda é insubstituível?

A saúde bucal não é uma ciência exata como a matemática de um algoritmo. Antes de tudo, ela é biológica, individual e emocional. Então, o “dente por assinatura” do vídeo viral choca justamente por tratar o corpo humano como um hardware descartável e alugável.

Na realidade do Crool Centro Odontológico, a tecnologia serve para apoiar o talento humano, e não para ditar regras. Portanto, o diagnóstico assertivo depende de uma tríade: tecnologia de ponta, evidência científica e, acima de tudo, o exame clínico presencial.

“A inteligência artificial é capaz de ler milhares de dados em segundos, mas ela não possui a intuição e a ética de um profissional treinado. Um diagnóstico errado sugerido por uma plataforma digital pode fazer com que um quadro simples evolua para uma complicação severa”, pontua o Dr. Frederico Coelho.

Tabela: IA vs. Dentista Humano

Característica Inteligência Artificial (LLMs) Cirurgião-Dentista 
Análise de Imagens Rápida, baseada em padrões. Precisa, com contexto clínico.
Diagnóstico Probabilístico e genérico. Individualizado e definitivo.
Tratamento Sugestões teóricas. Execução técnica e acompanhamento.
Sensibilidade Inexistente. Acolhimento e compreensão da dor.
Emergência Dá instruções de texto. Resolve o problema fisicamente.

Não se deixe enganar pelos pixels

A lição que fica do vídeo do “dente por assinatura” e dos alertas dos especialistas é clara: a tecnologia deve facilitar o acesso à saúde, e não criar barreiras ou ilusões. Vídeos virais podem ser divertidos e mostrar o potencial criativo da IA, mas nunca devem ser usados como fonte de informação médica ou odontológica sem verificação.

Se você viu algo na internet que pareceu “bom demais para ser verdade” ou se está tentando entender aquele incômodo na gengiva usando um buscador, pare agora. O diagnóstico precoce é a melhor ferramenta para evitar gastos maiores e procedimentos invasivos no futuro.

O Crool Centro Odontológico destaca-se como o lugar ideal para quem busca essa união entre a modernidade tecnológica e o atendimento profilático e humanizado. Sob a liderança do Dr. Frederico Coelho, a clínica reforça que prevenir ainda é o melhor “plano” — e sem chips de desativação. Cuidado odontológico? Crool, é lógico. Clique aqui e agende sua avaliação.

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