CROOL
Como as polêmicas no BBB 26 impactam as discussões sobre saúde bucal?
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Hoje é o dia oficial de desconfiar de tudo. No grupo da família, nas redes sociais e até nas notícias, o 1º de abril nos coloca em alerta contra as famosas “peças” que o mundo prega. Mas, no universo da saúde bucal, o “Dia da Mentira” acontece quase todo dia. Basta abrir o TikTok ou o Instagram para encontrar uma receita “milagrosa” com carvão ativado ou uma dica de que “sangramento na gengiva é normal”.
Diferente de uma brincadeira inofensiva de primeiro de abril, as mentiras sobre odontologia podem ter consequências permanentes. Para separar o joio do trigo (ou o açúcar do esmalte), conversamos com o Dr. Frederico Coelho, fundador do Crool Centro Odontológico, Mestre e Doutor em Implantodontia. Com a autoridade de quem vive a ciência no dia a dia da clínica, ele nos ajuda a desmascarar osmitos mais comuns que circulam por aí.
“A odontologia moderna não se baseia em ‘eu acho’. Ela é estritamente fundamentada em evidências científicas e estudos acadêmicos constantes. Seguir um mito pode significar a perda de um elemento dentário ou um dano irreversível ao esmalte”, alerta o Dr. Frederico.
O mito que muita gente acredita é que escovar os dentes é como esfregar um chão encardido: quanto mais braço, melhor o resultado. No entanto, segundo o Dr. Frederico Coelho, essa é uma das mentiras mais prejudiciais. “A força excessiva causa a chamada abrasão cervical, que é o desgaste do esmalte próximo à gengiva, além de provocar a retração gengival“, explica o fundador do Crool. A limpeza eficiente vem da técnica e da frequência, e não da força bruta. O ideal são movimentos suaves e circulares com escovas de cerdas macias.
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A ditadura do “sorriso de Hollywood” nos faz crer que só o branco absoluto é saudável. Antes de tudo, a cor natural dos dentes tende para o perolado ou levemente amarelado, devido à dentina que fica sob o esmalte. “Um dente pode ser branquíssimo e ter cáries entre os contatos ou problemas de canal. Da mesma forma, um dente mais escurecido pode estar perfeitamente íntegro”, pontua o Dr. Frederico. A saúde é atestada pelo exame clínico e radiográfico, não apenas pela escala de cores.
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Fuja das receitas caseiras que prometem um sorriso “iluminado” em minutos, este é o “1º de abril” favorito dos influenciadores digitais. O Dr. Frederico Coelho é categórico: “Isso não é clareamento, é desgaste”. O carvão e o bicarbonato são altamente abrasivos e removem a camada superficial do esmalte. O limão, por ser ácido, causa erosão química. No Crool, os especialistas enfatizam que o clareamento seguro é feito com géis controlados que agem quimicamente sem lixar a estrutura do dente.
Se você já pensou: “Minha gengiva sangra porque o fio dental é muito forte ou eu o usei errado”, te garantimos que gengiva saudável não sangra. Se há sangue, há inflamação (gengivite). “O sangramento é um pedido de socorro do corpo. Geralmente, ele ocorre justamente pela falta do fio dental, que permitiu o acúmulo de placa bacteriana“, explica o doutor. Interromper o uso do fio por causa do sangramento é o pior erro possível, é aí que você deve intensificar a higiene e procurar um profissional.
Antigamente dizia-se que o bebê “roubava” o cálcio dos dentes da mãe. Contudo, isso é pura ficção científica de época. O bebê retira o cálcio da circulação sanguínea da mãe, vindo da alimentação ou das reservas ósseas, nunca do dente. O que ocorre é que, durante a gravidez, as alterações hormonais podem deixar a gengiva mais sensível e inflamada (gengivite gravídica). Além disso, se a gestante negligencia a higiene por conta de enjoos, as cáries aparecem. “O pré-natal odontológico é essencial para desmistificar isso e garantir a saúde da mãe e do bebê”, afirma o Dr. Frederico.
Eis aqui um medo clássico de filmes de terror dos anos 80. Todavia, graças à evolução da anestesia e de técnicas como a instrumentação rotatória, o tratamento de canal hoje é indolor na vasta maioria dos casos. “Na verdade, o canal serve para cessar a dor que o paciente já está sentindo devido à inflamação do nervo”, esclarece o Dr. Frederico. O mito persiste porque as pessoas esperam a dor ficar insuportável para procurar o dentista.
O frescor do hálito dá uma falsa sensação de limpeza completa, porém o enxaguante bucal é um coadjuvante. Imagine lavar uma louça apenas jogando água com sabão, sem passar a esponja. A sujeira grossa continuará lá. O fio dental remove a placa física entre os dentes, onde a bochechada não alcança. Para o Dr. Frederico, o uso indiscriminado de enxaguantes com álcool pode, inclusive, ressecar a mucosa e piorar o hálito a longo prazo.
Tem gente que juro que o uso de dentadura é desculpa para não ir ao dentista: “Se eu uso prótese total (dentadura), meu problema acabou”. Vamos com calma, a odontologia cuida da boca como um todo: língua, bochechas, gengivas e ossos maxilares. Além disso, pacientes edêntulos precisam de exames para prevenir câncer de boca, estomatites e verificar o ajuste das próteses. “No Crool, vemos muitos casos onde a prótese mal adaptada causa lesões graves. A avaliação óssea para possíveis implantes também é uma pauta constante nos nossos estudos acadêmicos”, ressalta o especialista.
Se hoje as redes sociais apresentam novas ameaças, a aspirina tem seu mérito por ser um remédio caseiro perigoso que atravessa gerações. Pois bem, vamos lá. A aspirina é um ácido (ácido acetilsalicílico). Então, colocá-la em contato direto com a mucosa da boca causa uma queimadura química severa. A dor de dente deve ser tratada com medicação via oral e, claro, a remoção da causa pelo dentista. Nunca faça automedicação tópica na boca.
“Sinto meus dentes mais sensíveis e parece que o dentista raspou demais”. Calma lá, a limpeza profissional (profilaxia) utiliza ultrassom e jatos de bicarbonato projetados para remover apenas o tártaro (cálculo) e a placa, que são muito menos resistentes que o esmalte. “O que o paciente sente após a limpeza é a textura real do dente, sem a capa de sujeira que estava ali. A sensibilidade é temporária e indica que a gengiva está se recuperando”, explica o Dr. Frederico Coelho.
Portanto, neste 1º de abril, a maior lição que podemos tirar é que a saúde bucal não aceita atalhos ou “jeitinhos”. Cada um desses mitos surgiu, em algum momento, de uma observação mal interpretada ou da falta de acesso à informação técnica. No entanto, hoje vivemos a era da informação, e centros de referência como o Crool Centro Odontológico trabalham para que o conhecimento científico chegue à ponta, ou melhor, ao paciente.
O Dr. Frederico Coelho reforça que a base de um sorriso duradouro é a educação. “Um bom dentista não é apenas aquele que executa um procedimento técnico com maestria, mas aquele que estuda constantemente, que participa de congressos e que baseia cada decisão clínica em protocolos validados pela academia. Na odontologia, a verdade não é absoluta, ela evolui com a ciência, e nós acompanhamos esse ritmo para oferecer o melhor.”
Então, antes de acreditar na próxima dica milagrosa que aparecer no seu feed, lembre-se: seu sorriso é único e complexo demais para ser cuidado por mitos. Procure sempre um especialista que trate sua saúde com a seriedade que ela merece — sem brincadeiras. Cuidado odontológico? Crool, é lógico. Clique aqui e agende sua avaliação.
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