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Dificuldade de abrir a boca após extrair o siso ou tratamentos longos?
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Quando pensamos em longevidade, as primeiras imagens que vêm à mente costumam ser pratos repletos de vegetais, caminhadas matinais ao ar livre ou check-ups cardiológicos em dia. No entanto, a ciência acaba de colocar um novo — e fundamental — componente nessa receita para uma vida longa: a cadeira do dentista. Não é à toa que iniciativas como a 8020 existem há décadas, mas só agora a saúde bucal vem ganhando notoriedade para quem quer não apenas viver mais, mas melhor.
Diante desse contexto, dados recentes vindos do Japão, país que é referência mundial em envelhecimento populacional, trazem um alerta fascinante e, ao mesmo tempo, urgente. Dois estudos independentes publicados recentemente revelam que a saúde da nossa boca é um dos termômetros mais precisos para prever não apenas quanto tempo viveremos, mas com que qualidade chegaremos lá.
A primeira grande revelação vem de uma análise massiva conduzida pela Universidade Metropolitana de Osaka. Os pesquisadores mergulharam nos dados de exames dentários de nada menos que 190.282 residentes da província de Osaka, todos com 75 anos ou mais, entre os anos fiscais de 2018 e 2020. O objetivo era claro: entender a relação entre a condição dental e a “mortalidade por todas as causas”.
Os resultados são impactantes. O estudo descobriu que idosos que não possuíam dentes restantes apresentavam um risco de mortalidade cerca de 1,7 vez maior do que aqueles que preservavam 21 dentes ou mais. Todavia, mais do que apenas ter dentes, a qualidade deles importa: a contagem de dentes saudáveis e tratados (aqueles que receberam restaurações ou canais adequados) foi a forma mais precisa de prever a longevidade, superando até mesmo a contagem de dentes que incluía cáries não tratadas.
Para o Dr. Frederico Coelho, fundador do Crool Centro Odontológico, Mestre e Doutor em Implantodontia, esses dados confirmam uma realidade que vai muito além da estética. “O que vemos nesse estudo é a biologia em sua forma mais pura. A cárie não tratada não é apenas um buraquinho no dente, ela é um foco de inflamação crônica. Essa inflamação pode se espalhar pela corrente sanguínea, afetando o coração e outros órgãos, além de comprometer severamente a capacidade de mastigação”, explica o Dr. Frederico.
Enquanto Osaka olhava para o número de dentes, o Instituto de Ciência de Tóquio focou na funcionalidade. O estudo acompanhou 11.080 idosos ao longo de seis anos para entender o impacto da chamada “fragilidade oral”.
A fragilidade oral foi definida pela presença de três ou mais sintomas específicos:
Poucos dentes restantes;
Dificuldade para mastigar;
Dificuldade para engolir;
Boca seca;
Dificuldade para falar (articulação das palavras).
O veredito dos pesquisadores de Tóquio é preocupante: pessoas com fragilidade oral apresentaram um risco 1,23 vez maior de necessitar de cuidados de longo prazo (como cuidadores ou internações) e um risco 1,34 vez maior de morte. Em termos práticos, a expectativa de vida saudável aos 65 anos foi cerca de 1,4 a 1,5 anos mais curta para quem sofria dessa condição.
Por outro lado, o estudo trouxe uma nota de esperança: aqueles que visitavam o dentista regularmente tiveram uma expectativa de vida saudável aproximadamente um ano mais longa, em média.
Pode parecer estranho que a falta de um dente influencie o risco de morte, mas a conexão é sistêmica. O Dr. Frederico Coelho pontua que a boca é a porta de entrada para a nutrição. “Quando um idoso perde a capacidade funcional da boca, ele começa a selecionar alimentos mais macios, geralmente processados e pobres em nutrientes, abandonando fibras, carnes e vegetais crus”, detalha o fundador do Crool.
Esse declínio gera um efeito dominó:
Redução da ingestão nutricional: O corpo fica mais fraco.
Perda de força física: A desnutrição leva à sarcopenia (perda de massa muscular).
Isolamento social: A dificuldade para falar ou o constrangimento estético faz com que o idoso saia menos e interaja menos.
“A interação social é um dos pilares da saúde mental na terceira idade. Se a pessoa tem vergonha de sorrir ou dificuldade para falar, ela se isola. E o isolamento, como sabemos, acelera a deterioração cognitiva e física”, afirma o Dr. Frederico.
O estudo de Osaka se baseia na famosa campanha japonesa “8020”, criada em 1989. O objetivo é ambicioso, mas simples: incentivar a população a manter pelo menos 20 dentes próprios até os 80 anos. Em 1989, apenas 10% dos japoneses conseguiam essa marca. Em julho de 2025, o índice saltou para impressionantes 61,5%.
No Brasil, o cenário ainda exige atenção. De acordo com dados frequentemente monitorados pelo Conselho Federal de Odontologia e reforçados por especialistas como os do Crool, a cárie ainda é a maior responsável pela perda dentária em nosso país, afetando diversas faixas etárias.
“Não podemos olhar para esses estudos como algo distante, apenas para o povo japonês. A biologia da inflamação e da mastigação é universal”, alerta o Dr. Frederico. “No Brasil, ainda lutamos contra a ideia de que perder dentes ‘faz parte da idade’. Não faz. É possível envelhecer com todos os dentes na boca, desde que o cuidado comece cedo.”
A boa notícia é que a fragilidade oral pode ser prevenida e, em muitos casos, gerenciada. Aqui estão as principais orientações de especialistas para garantir que seu sorriso seja um aliado da sua longevidade:
Check-up preventivo: Visitas semestrais ao dentista permitem identificar cáries em estágio inicial, antes que se tornem focos inflamatórios.
Higiene rigorosa: O uso do fio dental e a escovação correta previnem a doença periodontal, que é a principal causa de perda óssea ao redor dos dentes.
Atenção à boca seca: Se você sente a boca constantemente seca (xerostomia), procure um dentista. Isso pode ser efeito colateral de medicamentos e aumenta drasticamente o risco de cáries.
Reabilitação oral: Para quem já perdeu dentes, a reabilitação com implantes ou próteses fixas não é apenas estética. “Os implantes devolvem a força mastigatória necessária para uma nutrição adequada, quebrando o ciclo da fragilidade oral”, explica o Dr. Frederico.
Exercícios de dicção e mastigação: Ler em voz alta e manter uma dieta que exija mastigação ativa ajuda a manter a musculatura orofacial tonificada.
Para o Dr. Frederico Coelho, a principal lição que esse estudos nos deixam é que a saúde bucal deve ser nutrida desde o nascimento. “O cuidado com o recém-nascido, a orientação sobre a primeira dentição e o acompanhamento na adolescência formam o adulto que chegará aos 80 anos com os seus 20 dentes”, diz ele.
Se você ou alguém da sua família já apresenta sinais de fragilidade oral, o momento de agir é agora. O Crool Centro Odontológico consolidou-se como o lugar ideal para quem busca esse cuidado integral. Com foco em tecnologia de ponta e um atendimento humanizado, a clínica é referência tanto na prevenção familiar quanto na reabilitação oral complexa, devolvendo não apenas dentes, mas anos de vida saudável aos seus pacientes.
Afinal, como mostram os pesquisadores do Japão, cuidar do sorriso é, literalmente, cuidar da vida. Cuidado odontológico? Crool, é lógico. Clique aqui e agende sua avaliação.
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