CROOL
Especialista explica as adaptações necessárias no atendimento e como a odontologia se
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“Eu demorei muito tempo para entender que estar doente todos os dias não é normal”. O desabafo é de Fernanda Keulla, apresentadora e vencedora do BBB 13, que recentemente usou suas redes sociais para compartilhar um diagnóstico que, para muitos, ainda é um nome estranho nos consultórios: a Síndrome de Sjögren. Aos 39 anos, Fernanda relatou uma rotina marcada por dores no corpo e um cansaço inexplicável, jogando luz sobre uma condição autoimune que, embora sistêmica, escolhe a nossa boca e os nossos olhos como seus principais alvos.
Para quem vê de fora, pode parecer apenas uma “sede constante” ou uma “fadiga de rotina”. Mas, para quem vive a síndrome, a realidade é outra. E quando trazemos esse tema para a cadeira do dentista, o cenário ganha contornos de urgência. Afinal, o que acontece quando a nossa “usina de proteção” natural — a saliva — decide parar de trabalhar?
Antes de tudo, a Síndrome de Sjögren é uma doença autoimune em que o sistema imunológico, por razões ainda não totalmente esclarecidas pela ciência (mas com forte componente genético e hormonal), confunde as glândulas exócrinas do próprio corpo com inimigos. O resultado? Um ataque direto às glândulas lacrimais e salivares.
O Dr. Frederico Coelho, fundador do Crool Centro Odontológico e Doutor em Implantodontia, explica que a doença não é apenas um “problema passageiro”. “Estamos falando de uma condição que altera a homeostase, ou seja, o equilíbrio de todo o ambiente bucal. Sem a saliva, a boca perde seu principal mecanismo de defesa, limpeza e remineralização”, afirma o especialista.
Embora o cansaço e as dores articulares relatados por Fernanda Keulla sejam sintomas sistêmicos comuns, a tríade clássica da síndrome envolve:
Xerostomia: a sensação de boca seca.
Xerofalmia: a sensação de areia nos olhos (olhos secos).
Fadiga crônica.
Muitas vezes negligenciada, a saliva é um fluido complexo, rico em enzimas, minerais e anticorpos. Para o Dr. Frederico Coelho, entender a importância desse “ouro líquido” é o primeiro passo para o manejo da síndrome. “A saliva não serve apenas para molhar a comida. Ela neutraliza os ácidos produzidos pelas bactérias, repõe minerais no esmalte dos dentes e controla a população de fungos e micro-organismos nocivos”, pontua o doutor.
Quando a produção de saliva despenca, a saúde bucal entra em colapso em um efeito dominó:
Cáries de rápida progressão: Sem o efeito de “lavagem” da saliva, os restos de alimentos e o açúcar permanecem nos dentes, e o pH da boca cai drasticamente. Isso gera cáries que avançam em semanas, muitas vezes em locais atípicos, como na raiz dos dentes.
Candidíase oral: O ambiente seco é o hotel cinco estrelas para o fungo Candida albicans. É comum que pacientes com Sjögren apresentem manchas brancas ou vermelhidão dolorosa na língua e bochechas.
Doença periodontal: A gengiva torna-se mais vulnerável a inflamações, podendo levar à perda óssea e, em casos graves, à perda dos dentes.
Dificuldade de fala e deglutição: Tente comer um biscoito seco sem saliva. Para quem tem a síndrome, comer alimentos sólidos ou falar por muito tempo torna-se uma tarefa dolorosa.
Inchaço das glândulas: Em muitos casos, as glândulas parótidas (próximas à orelha) ficam visivelmente inchadas e doloridas devido à inflamação crônica.
O caso de Fernanda Keulla reforça uma estatística preocupante: o atraso no diagnóstico. Por ser uma doença com sintomas que podem ser confundidos com estresse ou outras viroses, muitos pacientes levam anos até chegar ao reumatologista.
O diagnóstico geralmente envolve exames de sangue (para detectar anticorpos como o anti-Ro e anti-La), testes de fluxo salivar (sialometria) e, às vezes, uma biópsia das glândulas salivares menores do lábio.
No que tange ao tratamento, como não há cura definitiva, o foco é o controle dos sintomas e a prevenção de danos. É aqui que o Crool Centro Odontológico atua com protocolos específicos. “O paciente com Sjögren precisa de um monitoramento muito mais rigoroso. Enquanto uma pessoa saudável visita o dentista a cada seis meses, quem convive com a síndrome deve estar no consultório, muitas vezes, a cada três meses”, orienta o Dr. Frederico Coelho.
Se você sente a boca seca constantemente, o Dr. Frederico e a equipe do Crool recomendam um protocolo rigoroso de cuidados:
Hidratação contínua: Não espere ter sede. Beba pequenos goles de água ao longo do dia para manter a mucosa úmida.
Higiene impecável: O uso de fios dentais e escovas de cerdas macias é inegociável. Cremes dentais com alta concentração de flúor podem ser prescritos para compensar a falta de remineralização salivar.
Substitutos de saliva: Existem géis e sprays que funcionam como “saliva artificial”, ajudando no conforto e na proteção da mucosa.
Atenção à dieta: Evite alimentos muito secos, crocantes ou excessivamente temperados, que podem ferir a boca sensível. Doces e refrigerantes são mais nocivos em uma boca sem saliva.
Cuidado com estimulantes: Café e tabaco são agentes que ressecam ainda mais o ambiente bucal. O fumo, em especial, acelera drasticamente a perda dentária nesses pacientes.
Estimulação mecânica: Chicletes sem açúcar (com xilitol) podem ajudar a estimular o que resta de função glandular.
A Síndrome de Sjögren é frequentemente chamada de “doença invisível”. Por fora, Fernanda Keulla parece radiante, mas por dentro, o corpo trava uma batalha. É fundamental que a sociedade e, principalmente, os profissionais de saúde tenham esse olhar acolhedor.
“Na odontologia moderna, não tratamos apenas dentes, tratamos pessoas. A Sjögren impacta a autoestima, o prazer de comer e a vida social. Nosso papel no Crool é devolver esse conforto e garantir que, apesar da síndrome, o sorriso permaneça funcional e bonito”, conclui o Dr. Frederico Coelho.
Se você se identificou com o relato de Fernanda Keulla, sente cansaço extremo, dores no corpo ou percebe que sua boca está atipicamente seca — mesmo bebendo água — não ignore os sinais. Procure um médico reumatologista e um dentista de confiança. Estar doente todos os dias, como disse Fernanda, não é normal. O diagnóstico precoce é a chave para uma vida com mais umidade, brilho e saúde. Tratamento odontológico? Crool, é lógico. Clique aqui e agende sua avaliação.
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