CROOL
Candidata Kamolwan Chanago viralizou ao perder acessório dental no palco. Especialista do
Compartilhe:
O cenário era o Estádio Ciudad de Vicente López, em Buenos Aires. Estreia na CONMEBOL Libertadores. O relógio marcava o início de uma jornada épica para o Corinthians. Mas, para o camisa 9, Yuri Alberto, o verdadeiro adversário não usava a camisa do Platense. O “marcador” mais implacável já havia sido derrotado: um dente do siso que havia sido extraído apenas três dias antes da partida. Segundo o jogador, o dente decidiu crescer na diagonal, empurrando toda a arcada e gerando uma dor que o próprio definiu como “absurda”.
Após o procedimento correto e mesmo com um repouso encurtado, Yuri brilhou, marcou o gol da vitória por 2 a 0. “Estava tirando o meu sono”, revelou o atacante à ESPN. O drama de Yuri Alberto é o gancho perfeito para uma pergunta que muitos de nós fazemos: por que um dente, aparentemente tão pequeno, tem o poder de paralisar um atleta de elite — ou qualquer um de nós em um dia de trabalho?
Para entender o que aconteceu com Yuri, precisamos falar de anatomia e evolução. O terceiro molar, popularmente conhecido como siso, é o último dente a nascer. O problema é que a mandíbula humana diminuiu ao longo dos milênios, mas o número de dentes não acompanhou essa mudança na mesma velocidade.
“Quando o siso não encontra espaço para emergir corretamente, ele pode ficar retido ou semi-incluso, muitas vezes assumindo uma posição horizontal ou diagonal”, explica o Dr. Frederico Coelho, fundador do Crool Centro Odontológico e Mestre em Implantodontia. De acordo com o especialista, essa pressão “empurrando os vizinhos”, como relatado por Yuri Alberto, não causa apenas desalinhamento estético. “Isso gera uma inflamação no tecido ao redor (pericoronarite) e pode criar bolsas de infecção que o paciente nem sempre vê, mas sente através de dores lancinantes e latejantes.”
O caso de Yuri Alberto terminou em final feliz e uma recuperação recorde para o jogo de quinta-feira. No entanto, a história do esporte está repleta de exemplos onde o siso quase foi o vilão de carreiras inteiras.
Um dos casos mais emblemáticos é o do craque holandês Clarence Seedorf. Durante sua passagem pelo Milan, o meio-campista sofria com lesões musculares crônicas na virilha que pareciam não ter explicação clínica. A solução veio de onde ele menos esperava: o departamento odontológico do Milan Lab. Descobriu-se que uma infecção silenciosa em um dente do siso estava enviando bactérias e mediadores inflamatórios para a corrente sanguínea, enfraquecendo as fibras musculares e facilitando as lesões. Após a extração em 2002, Seedorf não apenas parou de se machucar, como atingiu o ápice de sua forma física, conquistando títulos e jogando em alto nível até os 37 anos, encerrando sua carreira como jogador no Botafogo.
Outro exemplo brasileiro e também ex-Botafogo é o de Leandrinho. Aos 20 anos, o jovem enfrentou quatro lesões no mesmo local em apenas dez meses. A resposta não estava na musculação ou na fisioterapia, mas em um raio-X panorâmico. Seus sisos estavam inflamados. Após a extração dos quatro dentes simultaneamente, o ciclo de lesões foi interrompido.
Leia também: Do esporte ao cotidiano: Por que usar o protetor bucal evita lesões sérias?
Para o Dr. Frederico Coelho, essa ligação é puramente biológica e muitas vezes subestimada. “Uma infecção bucal é uma porta aberta para bactérias na corrente sanguínea. É o que chamamos de foco infeccioso sistêmico”, pontua o doutor. “Para um atleta de alta performance, onde o corpo trabalha no limite, qualquer processo inflamatório drena energia do sistema imunológico e altera a recuperação muscular. Mas não se engane: isso vale para nós, pessoas normais, também. Aquela dor de cabeça constante ou o cansaço excessivo podem ter origem em um siso que você está adiando para tratar.”
O Dr. Frederico ressalta que, no Crool Centro Odontológico, o acompanhamento da evolução do siso começa muito antes da dor. O ideal é que a avaliação ocorra na adolescência, quando as raízes ainda não estão totalmente formadas, facilitando a remoção e tornando o pós-operatório muito mais tranquilo.
Para desmistificar o “bicho-papão” da odontologia, consultamos a equipe do Crool para responder às dúvidas mais comuns:
“Todo mundo precisa tirar o siso?”
Mito. Se o dente estiver alinhado, funcional e com boa higiene, ele pode ficar. Mas, como ressalta o Dr. Frederico, a maioria das pessoas não tem espaço na arcada, o que torna a extração preventiva a opção mais segura.
“A extração do siso é perigosa?”
Mito. Com as tecnologias atuais, como a sedação consciente e exames de imagem 3D, o procedimento é extremamente seguro e previsível.
“Se não dói, não preciso me preocupar?”
O maior erro. Como vimos no caso de Seedorf, infecções silenciosas podem estar prejudicando sua saúde sistêmica sem causar dor localizada no dente.
A orientação de ouro é a prevenção. Se você sente um “latejar” no fundo da boca, inchaço na gengiva, dificuldade de abrir a boca completamente ou mau hálito persistente, o sinal de alerta já está ligado.
O cuidado com o siso não deve ser um privilégio de jogadores de futebol que ganham em euro. No Crool, a filosofia é de que a saúde bucal é o pilar fundamental para a qualidade de vida de qualquer pessoa. “Tratamos o paciente de forma humanizada, entendendo que o medo do dentista muitas vezes vem de traumas antigos. Hoje, a odontologia é acolhedora”, afirma o Dr. Frederico.
Yuri Alberto teve que correr contra o tempo e operar na segunda-feira para brilhar na quinta. Ele prometeu ao técnico Fernando Diniz que estaria pronto, e cumpriu. Mas você não precisa esperar um “drama inusitado” para cuidar de si mesmo.
Acompanhar a evolução do seu siso com profissionais de referência é garantir que você não será pego por uma “dor surpresa” no meio de uma reunião importante, de uma viagem ou de um momento especial em família. Afinal, como o Dr. Frederico Coelho sempre reforça: a boca não é um órgão isolado, ela é a porta de entrada para o seu bem-estar geral. Então, cuidado odontológico? Crool, é lógico. Clique aqui e agende sua avaliação.
Compartilhe:
Desenvolvido por Red WebDesign