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Dificuldade de abrir a boca após extrair o siso ou tratamentos longos?
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Se você está começando a usar uma prótese removível, sabe que a sensação inicial equivale à de um turista em um país desconhecido. Tudo é novo, estranho, e, para ser sincero, às vezes um pouco desconfortável. Essa jornada de adaptação é totalmente normal. Afinal, estamos falando de um corpo estranho que precisa se integrar à dinâmica íntima da sua boca, impactando ações tão básicas quanto falar, mastigar e sorrir.
A perda de dentes é um fenômeno que afeta milhões de brasileiros e, em muitos casos, a prótese removível – popularmente conhecida como dentadura ou ponte móvel – é a solução mais acessível e eficaz para restaurar a função mastigatória e a estética. E, em tempos de busca incessante por bem-estar e qualidade de vida, o sorriso é o nosso cartão de visita mais poderoso.
Então, para nos guiar por essa jornada, buscamos o Dr. Frederico Coelho, fundador do Crool Centro Odontológico, que é Mestre e Doutor em Implantodontia. Ele nos ajudou a entender a adaptação e a conviver de forma confortável com uma nova prótese removível.
Antes de tudo, precisamos entender o que é esse dispositivo. No universo da saúde bucal, as próteses removíveis são aparelhos customizados, feitos sob medida, que substituem dentes perdidos e o tecido gengival associado. A principal diferença em relação a outros tratamentos, como os implantes, é que, como o nome diz, elas podem ser retiradas da boca pelo próprio paciente a qualquer momento.
Embora frequentemente associada à Odontologia Restauradora ou Reabilitação Oral, a prótese removível também pode ter um papel coadjuvante em algumas fases da ortodontia (tratamento de alinhamento dental), mas seu papel primordial é a reabilitação protética. Ela tem duas funções cruciais:
Funcional (Mastigação e fala): Restaura a capacidade de mastigar corretamente, o que é vital para a digestão e nutrição. Além disso, a ausência de dentes pode causar problemas na fala (fonética), e a prótese ajuda a corrigir esses desvios.
Estética e psicológica: Devolve o volume e contorno facial, prevenindo o aspecto de envelhecimento precoce que a perda óssea e dentária pode causar. Mais importante ainda, ela resgata a autoconfiança e a vontade de sorrir, pilares da saúde mental e social.
Assim como mencionamos acima, usar uma prótese removível é um divisor de águas na qualidade de vida de um paciente. Então, os benefícios vão muito além da estética:
Melhora da nutrição: Com a mastigação eficiente, o paciente pode voltar a comer uma variedade maior de alimentos, essencial para uma dieta balanceada.
Prevenção de problemas de ATM: A ausência de dentes pode desequilibrar a mordida (oclusão), sobrecarregando a Articulação Temporomandibular (ATM), o que leva a dores de cabeça e na mandíbula. A prótese ajuda a restabelecer essa harmonia.
Recuperação da estética facial: O suporte dado aos lábios e bochechas é fundamental para manter a aparência jovial.
Custo-benefício: Em comparação com outras soluções protéticas, como o implante dentário total, a prótese removível frequentemente apresenta um custo inicial mais acessível.
Existem basicamente dois grandes grupos, com suas variações:
Prótese Parcial Removível (PPR): Utilizada quando o paciente ainda tem alguns dentes naturais. É frequentemente suportada por grampos metálicos (prótese de grampo, ou Rocha) ou por encaixes mais discretos, que se prendem aos dentes remanescentes.
Prótese Total Removível (PT ou Dentadura): Usada quando não há mais dentes naturais na arcada (superior, inferior ou ambas). Ela se apoia diretamente sobre a gengiva e o osso, sendo a sucção e a anatomia da boca os principais fatores de retenção.
“A escolha do tipo de prótese é um diagnóstico feito sob medida. Não existe solução universal. O que funciona para um paciente pode não ser o ideal para outro. Por isso, a avaliação detalhada é o primeiro e mais importante passo para o sucesso da reabilitação.”, explica o Dr. Frederico.
A fase de adaptação é como aprender a andar de bicicleta: exige prática, paciência e, ocasionalmente, um pequeno tombo. Mas, com as dicas certas, o processo se torna muito mais rápido e indolor.
No início, você pode sentir que está “engolindo” as palavras ou que a prótese vai cair ao falar.
Leia em voz alta: A melhor maneira de se acostumar é praticar. Leia o jornal ou um livro em voz alta, de preferência na frente de um espelho.
Repita palavras desafiadoras: Concentre-se nas palavras com “S” e “F”, que costumam ser as mais afetadas. Isso treina os músculos da boca e da língua a trabalharem em harmonia com a prótese.
Comer será diferente, mas não impossível. O segredo está em distribuir a força.
Corte os alimentos: No início, corte os alimentos em pedaços bem pequenos. Evite “morder” diretamente (como uma maçã inteira), pois isso pode desencaixar a prótese.
Mastigação bilateral: Mastigue lentamente e use os dois lados da boca ao mesmo tempo. Isso estabiliza a prótese e reduz a pressão em um ponto só.
Comece pelo macio: Inicie a dieta de adaptação com alimentos macios (purês, sopas, ovos). Gradualmente, introduza texturas mais firmes.
É comum sentir a prótese “dançando” ou incomodando a gengiva no começo.
Adesivos protéticos (com moderação): Em casos de pouca estabilidade, um adesivo pode ser um grande aliado, oferecendo segurança extra. Mas atenção: ele não substitui um ajuste.
A higiene é inegociável: A limpeza da prótese e da boca é essencial. Resíduos de comida podem causar mau hálito, infecções e inflamação na gengiva, o que, por sua vez, aumenta o desconforto e dificulta a adaptação. Use escovas e produtos específicos.
Como em qualquer mudança de hábito, o corpo precisa de tempo.
Use constantemente (salvo orientação): Nos primeiros dias, o dentista pode recomendar o uso da prótese até mesmo para dormir, para acelerar a familiarização. Siga a orientação do seu especialista à risca.
“A paciência é um dos principais remédios na adaptação protética. O paciente precisa entender que o processo é gradual. É fundamental o acompanhamento profissional de perto, com ajustes finos feitos pelo dentista. No Crool garantimos que o ‘encaixe’ seja perfeito, tanto físico quanto emocionalmente para o paciente.”, pontua o Dr. Frederico Coelho.
Embora o desconforto inicial seja esperado, ele não deve ser constante, nem evoluir para dor intensa. É crucial saber quando parar e procurar o dentista para um ajuste.
Feridas ou úlceras persistentes: Pequenas áreas de pressão podem causar feridas (úlceras) na gengiva. Se a ferida não melhorar após 24h da remoção da prótese ou se ela for muito dolorosa, a prótese precisa ser ajustada imediatamente. Nunca tente lixar ou ajustar a prótese em casa.
Dor aguda ao mastigar: Sentir dor ao pressionar a prótese ou mastigar indica que a distribuição de força está incorreta ou que há um excesso de material em alguma área.
Dificuldade extrema na fala: Se, após algumas semanas, a fala continuar incompreensível ou o paciente sentir que a prótese está instável ao menor movimento de lábios e língua, é hora de uma reavaliação.
Quebra ou trinca: Qualquer dano à prótese a torna inutilizável e perigosa, pois pode machucar a boca.
O acompanhamento com o especialista é a chave do sucesso a longo prazo.
Retornos iniciais: Nos primeiros meses, o dentista costuma agendar vários retornos para realizar ajustes milimétricos, que aliviam os pontos de pressão. Nunca falte a esses retornos.
Visitas de rotina: Mesmo após a adaptação, as visitas anuais (ou semestrais) são obrigatórias. A boca muda (o osso diminui e a gengiva atrofia), e a prótese, que era perfeita, pode se desajustar com o tempo.
Se você está em busca de uma prótese removível, um implante dentário ou já possui sua prótese e precisa de um acompanhamento especializado para melhorar o conforto e segurança com o dispositivo, o Crool Centro Odontológico oferece a expertise necessária. Aqui, sua jornada para o sorriso completo será guiada por quem entende de reabilitação oral de ponta a ponta. Cuidado odontológico? Crool, é lógico. Clique aqui e agende sua avaliação.
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