CROOL
Com 14 milhões de desdentados no país, o desafio é mudar a
Compartilhe:
Nesta segunda-feira (13), os holofotes de Brasília se voltaram para um tema que, embora pareça restrito aos consultórios dentários, tem raízes profundas na saúde pública e no futuro das nossas crianças. Segundo a Agência Senado, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado realizou uma audiência pública para instruir o Projeto de Lei 2.888/2021, que visa instituir o Julho Laranja no calendário oficial brasileiro. A campanha não é apenas mais uma cor no mês: é um grito de alerta para as crianças que precisam de aparelho ortodôntico.
Os dados apresentados são preocupantes: cerca de 68,4% das crianças brasileiras podem precisar de ortodontia preventiva. Mais surpreendente ainda é saber que as chamadas “más oclusões” — problemas no encaixe dos dentes e das arcadas — já são mais comuns na população infantil do que a própria cárie dentária, a vilã histórica da saúde bucal.
Mas o que isso significa na prática para pais e responsáveis? Pois bem, para entender como um dente “tortinho” pode influenciar desde o sono até o boletim escolar, conversamos com o Dr. Frederico Coelho, fundador do Crool Centro Odontológico, Mestre e Doutor em Implantodontia e uma das maiores referências em gestão de saúde bucal no país.
Um dos maiores mitos que ainda sobrevivem nos lares brasileiros é a ideia de que o dente de leite “não importa porque vai cair”. Para o Dr. Frederico Coelho, esse é um equívoco perigoso.
“O dente de leite não é um mero substituto temporário. Ele funciona como um guia de erupção e um mantenedor de espaço para os dentes permanentes. Além disso, ele é fundamental para a mastigação correta, que por sua vez estimula o crescimento ósseo da face”, explica o fundador do Crool.
Diferente da fase adulta, onde a saúde bucal foca na manutenção e reparo, na infância o foco é o desenvolvimento. Enquanto no adulto tratamos problemas consolidados, na criança estamos “guiando” o crescimento. Se um dente de leite é perdido precocemente por cárie ou se nasce em posição errada, todo o “planejamento” da natureza para a dentição permanente é comprometido.
A estatística de 68,4% de necessidade ortodôntica reflete uma série de hábitos e fatores genéticos. As más oclusões (mordida aberta, cruzada ou dentes apinhados) não surgem do nada. Segundo o Dr. Frederico, as causas são multifatoriais e muitas vezes estão debaixo do nariz dos pais, literalmente.
Uso prolongado de chupeta e mamadeira: O hábito de sucção não nutritiva após os dois ou três anos pode “moldar” o osso da arcada de forma errada, causando a mordida aberta.
Respiração bucal: Talvez o fator mais negligenciado. Crianças que respiram pela boca (devido a rinites, adenoides ou amígdalas aumentadas) tendem a ter um crescimento facial verticalizado, palato (“céu da boca”) profundo e dentes apinhados.
Fatores genéticos: A herança da “mordida do pai” ou dos “dentes da mãe” existe, mas pode ser mitigada com intervenção precoce.
Perda precoce de dentes: Quando um dente de leite cai antes da hora, os vizinhos “andam”, fechando o espaço de quem ainda vai nascer.
Aqui entra o insight que muitos pais desconhecem: a boca não está isolada do resto do corpo. O acompanhamento odontológico na infância, especialmente focado em ortopedia e ortodontia infantil, tem um efeito dominó na saúde geral.
No Crool Centro Odontológico, a abordagem vai além da estética. O Dr. Frederico Coelho destaca que o tratamento ortodôntico precoce pode melhorar significativamente o padrão respiratório. “Ao expandir uma arcada muito estreita, muitas vezes melhoramos a passagem de ar pelas fossas nasais. Uma criança que respira melhor, dorme melhor. E uma criança que dorme melhor tem um neurodesenvolvimento mais saudável”, pontua o doutor.
Distúrbios respiratórios do sono estão diretamente ligados à dificuldade de concentração e déficit de aprendizado. Ao tratar a oclusão, estamos indiretamente auxiliando na cognição e no desempenho escolar. É uma visão holística que a odontologia moderna, praticada por especialistas em odontopediatria, defende ferrenhamente.
Leia também: Sono e boca: O que acontece enquanto você dorme?
Se os benefícios para a saúde não forem suficientes para convencer, os dados econômicos costumam ser. Existe uma máxima na odontologia: prevenir é infinitamente mais barato do que remediar.
Na fase adulta, corrigir problemas que deveriam ter sido tratados na infância exige, muitas vezes, aparelhos por longos anos, extrações de dentes saudáveis para abrir espaço ou até cirurgias ortognáticas complexas (procedimentos hospitalares para corrigir os ossos da face).
“Tratar uma criança é aproveitar o tempo do crescimento ósseo. É muito mais simples e barato guiar o crescimento do que tentar mudá-lo quando o osso já está maduro e rígido”, afirma o Dr. Frederico Coelho. No Crool, a estrutura foi desenhada para atender sorrisos em diferentes fases da vida, com uma área dedicada exclusivamente à odontopediatria e ortodontia infantil, garantindo que o trauma do “medo de dentista” seja substituído por uma experiência lúdica e preventiva.
Embora as más oclusões estejam no topo das estatísticas, as cáries ainda preocupam, especialmente a “cárie de mamadeira”. Ela ocorre quando a criança adormece com resíduos de leite ou líquidos doces na boca. Durante o sono, a salivação diminui e as bactérias fazem a festa. O resultado? Destruição rápida dos dentes frontais, dor e processos infecciosos que podem afetar o germe do dente permanente que está logo abaixo.
O Julho Laranja vem para institucionalizar o que os dentistas já recomendam: a primeira visita ao ortodontista deve acontecer por volta dos 6 ou 7 anos, ou assim que os primeiros dentes permanentes começarem a dar as caras.
O diagnóstico precoce não significa necessariamente que a criança sairá do consultório com um aparelho ortodôntico, mas que terá sua “trajetória de desenvolvimento” monitorada. Como bem resume o Dr. Frederico Coelho: “Nosso objetivo no Crool não é apenas alinhar dentes, é garantir que essa criança cresça com funções vitais — respirar, mastigar e falar — em pleno equilíbrio”.
Portanto, da próxima vez que notar seu filho respirando muito pela boca ou perceber que um dente de leite caiu cedo demais, não espere a “troca total” dos dentes. O futuro do sorriso (e da saúde) dele começa agora. Cuidado odontológico? Crool, é lógico. Clique aqui e agende sua avaliação.
Compartilhe:
Desenvolvido por Red WebDesign