CROOL
Entenda como a acidez da água com gás e outras bebidas gaseificadas
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No Brasil, existe uma espécie de “fada do dente” às avessas que atua na vida adulta. Em vez de uma moeda sob o travesseiro em troca de um dente de leite, o que muitos brasileiros entregam é a própria funcionalidade da boca em troca de um alívio imediato (e perigoso) para a dor. Um levantamento recente publicado pelo portal Isto Ae acendeu um alerta vermelho: ainda vivemos sob a cultura da extração dentária. O costume de “arrancar logo para parar de doer” é um fantasma que assombra consultórios e reflete uma realidade preocupante sobre como cuidamos do nosso maior cartão de visitas.
Dados de levantamentos nacionais de saúde são categóricos: milhões de brasileiros já perderam pelo menos um dente permanente. No Ceará, o cenário é o seguinte: 45,9% das pessoas com 60 anos ou mais perderam todos os dentes. No total, cerca de 13% da população adulta do país é totalmente desdentada. Além disso, se pararmos para observar no metrô, no ônibus ou no trabalho, um em cada três adultos ao nosso redor utiliza algum tipo de prótese dentária.
Mas por que, em pleno século 21, com tanta tecnologia disponível, ainda somos um “país de banguelas”?
Para entender o problema, precisamos olhar para a causa. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde Bucal (SB Brasil 2023), conduzida pelo Ministério da Saúde e pela UFMG, a principal causa da perda dentária no país não é o trauma ou a idade, mas a velha e temida cárie não tratada.
“A cárie é uma doença completamente evitável, mas quando ignorada, ela se torna uma sentença de morte para o dente”, explica o Dr. Frederico Coelho, mestre e doutor em Implantodontia e fundador do Crool Centro Odontológico. “O que vemos no dia a dia é uma cultura de remoção em vez de reabilitação. O paciente chega ao consultório com dor e, por medo, falta de informação ou questões financeiras imediatistas, pede para extrair. Nosso papel é mostrar que o dente natural é um órgão e deve ser preservado como tal.”
Para se ter uma dimensão do abismo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 3,5 bilhões de pessoas sofrem com doenças bucais no mundo. No Brasil, o IBGE aponta que 34 milhões de brasileiros acima de 18 anos perderam 13 dentes ou mais. É um número que assusta, especialmente quando comparamos com países que adotam políticas preventivas severas.
Se a extração é o fim da linha, a reabilitação oral é a reconstrução da estrada. Diferente de um tratamento isolado, a reabilitação é um conjunto de procedimentos — que podem envolver dentística, endodontia (canal), periodontia e prótese — que visa devolver ao paciente não apenas a estética, mas a mastigação e a fonética.
Muitos pacientes chegam ao Crool Centro Odontológico com encaminhamentos para extração vindos de outros locais. “Recebemos casos semanalmente onde a indicação era a perda do elemento dentário. Ao analisarmos com calma e tecnologia, percebemos que a reabilitação era possível. Muitas vezes, salvar o dente é mais saudável para a estrutura óssea da face e, a longo prazo, até mais barato do que um implante”, comenta o Dr. Frederico.
No Crool, a política é clara: se o dente pode ser salvo sem colocar em risco a saúde geral do paciente, ele será priorizado. É a transição da “odontologia do alicate” para a “odontologia da preservação”.
Enquanto o Brasil luta contra os números de perdas dentárias, o Japão nos ensina com a Regra 8020. Lançada pelo Ministério da Saúde japonês em 1989, a meta é simples e poderosa: chegar aos 80 anos com, pelo menos, 20 dentes naturais na boca.
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Por que 20? Porque esse é o número mínimo necessário para mastigar a maioria dos alimentos sem auxílio de próteses, garantindo uma digestão correta e independência nutricional. Manter os dentes naturais na velhice não é vaidade, é uma questão de sobrevivência e dignidade. A ausência de dentes altera a estrutura da face, causa o “murchamento” dos lábios e pode levar a problemas psicológicos graves, como o isolamento social.
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A perda dentária é uma ferida que sangra na autoestima. “O impacto social e emocional é devastador. A pessoa para de sorrir, coloca a mão na frente da boca para falar e evita comer em público”, pontua o Dr. Frederico. Fisicamente, a falta de um único dente gera um efeito dominó: os dentes vizinhos começam a inclinar, a mordida fica torta, surgem dores de cabeça (DTM) e a absorção de nutrientes é prejudicada, já que a trituração dos alimentos é deficiente.
A melhor forma de preservar o sorriso é a tríade: higiene rigorosa, alimentação com baixo teor de açúcar e visitas regulares ao dentista. No entanto, para quem já perdeu um ou mais dentes, a ciência oferece soluções que devolvem a qualidade de vida.
Implantes e próteses: Quando a raiz já não existe, o implante funciona como uma nova raiz de titânio.
Lentes e coroas: Para dentes danificados, mas com raízes saudáveis, as coroas de porcelana devolvem a força e a beleza.
Check-up preventivo: Detectar uma cárie no início custa uma fração de uma extração e é indolor.
A mensagem que fica, reforçada pela filosofia do Crool e do Dr. Frederico Coelho, é que o dente não é um acessório descartável. É parte viva do seu corpo. Antes de aceitar uma extração, busque uma segunda opinião, entenda as possibilidades de reabilitação e lembre-se: seu melhor sorriso ainda é aquele que respeita a saúde do seus dentes. Então, cuidado odontológico? Crool, é lógico. Clique aqui e agende sua avaliação.
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