CROOL
Dificuldade de abrir a boca após extrair o siso ou tratamentos longos?
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Imagine passar dois meses sem provar um único grama de açúcar. Nada de sobremesa, nada de frutas doces, nada de molhos prontos que escondem o ingrediente nas letras miúdas do rótulo. Para a jornalista Radhika Sanghan, da BBC Three, o que começou como uma busca pela saúde ideal em 2017 rapidamente se transformou no que ela descreveu como o “maior erro de sua vida”. A experiência de Radhika não é isolada. Na verdade, ela ilustra uma tendência “zero açúcar” que, muitas vezes, desconsidera nossa estrutura social e biológica.
A pergunta que ecoa nos consultórios odontológicos e clínicas de nutrição é: até que ponto o “zero” é sustentável e, mais importante, ele é realmente o melhor caminho para a sua saúde bucal?
Para desvendar esse mistério, conversamos com o Dr. Frederico Coelho, Mestre e Doutor em Implantodontia e fundador do Crool Centro Odontológico. Segundo ele, a relação entre o que colocamos no prato e a integridade do nosso sorriso é muito mais profunda do que a simples prevenção de cáries.
Assim como mencionamos acima, Radhika Sanghan decidiu eliminar o açúcar de sua dieta. Em suma, a decisão foi influenciada por nomes influentes da mídia que demonizavam o ingrediente. O resultado? Letargia, isolamento social e uma obsessão doentia por rótulos. Dessa forma, ela descobriu, da maneira mais difícil, que a restrição total é uma batalha contra a própria cultura e fisiologia.
No campo da odontologia, essa “fobia do açúcar” também levanta alertas. “Embora a redução do consumo de açúcares adicionados seja um pilar da saúde moderna, o corte radical e indiscriminado pode levar a desequilíbrios nutricionais que afetam a saúde periodontal”, explica o Dr. Frederico Coelho. “A saúde bucal não é uma ilha, ela reflete o estado geral do organismo. Se a dieta é insustentável para a mente e para o corpo, ela também falhará com o seu sorriso.”
Quando falamos de boca, temos o hábito de associar o açúcar apenas àquele buraquinho no dente. Mas o buraco, perdoem o trocadilho, é mais embaixo. O açúcar está onipresente, especialmente nos alimentos ultraprocessados. O excesso de carboidratos refinados no organismo é o combustível para um efeito cascata: obesidade, diabetes, hipertensão e colesterol alto.
O Dr. Frederico ressalta que doenças sistêmicas como o diabetes têm uma via de mão dupla com a saúde bucal. “Um paciente com diabetes não controlado tem maior predisposição a doenças gengivais graves (periodontite), pois a inflamação no corpo é sistêmica. Da mesma forma, uma infecção na gengiva pode dificultar o controle da glicemia. Portanto, quando falamos de açúcar, estamos falando de inflamação e resposta imunológica”, afirma o especialista do Crool.
Muitas pessoas, na tentativa de fugir do açúcar, recorrem aos produtos “zero”. É aqui que entra a polêmica recente sobre os refrigerantes dietéticos. Como apontado por nutricionistas em debates atuais sobre redução de danos, trocar o açúcar por adoçantes artificiais, corantes e ácidos pode ser uma faca de dois gumes.
“Para os dentes, um refrigerante zero açúcar pode não causar cáries da mesma forma que um regular, mas ele ainda é extremamente ácido”, alerta o Dr. Frederico Coelho. “A erosão ácida do esmalte dentário é um problema crescente. O consumo frequente de substâncias químicas e ácidos, mesmo sem açúcar, pode deixar os dentes sensíveis e desgastados.”
Aqui, a conexão com a dieta mediterrânea se torna essencial. Uma dieta baseada em alimentos reais, gorduras boas e carboidratos complexos é muito mais sustentável e benéfica para a boca do que uma dieta de “produtos zero”.
Além disso, aqui vai um insight que muitos pacientes desconhecem e que o Dr. Frederico Coelho faz questão de enfatizar: para a odontologia, o “como” você come é frequentemente mais importante do que o “quanto”.
“Se você comer uma barra de chocolate inteira de uma vez, após uma refeição principal, o impacto para seus dentes é menor do que se você comer um pequeno bombom a cada hora”, explica o dentista. Isso ocorre devido ao pH da boca. Cada vez que ingerimos açúcar, o pH cai e o ambiente se torna ácido, iniciando o processo de desmineralização do esmalte. Se você “belisca” açúcar o dia todo, sua boca nunca recupera o equilíbrio.
O Dr. Frederico defende que a restrição total de qualquer fonte de carboidrato é insustentável para a maioria das realidades brasileiras. O foco deve ser a eliminação estratégica de açúcares adicionados e processados, mantendo o prazer de comer de forma consciente.
Como, então, aliar aquele doce ocasional à saúde bucal e geral? O Dr. Frederico Coelho sugere alguns passos práticos:
Regra da sobremesa: Consuma o doce logo após as refeições principais. A salivação aumentada durante a refeição ajuda a neutralizar os ácidos e limpar os resíduos.
Enxágue estratégico: Se não puder escovar os dentes imediatamente, faça um bochecho com água. Isso ajuda a remover o excesso de açúcar circulante.
Atenção aos ocultos: Leia rótulos. Xarope de milho, maltodextrina e dextrose são apenas outros nomes para o açúcar que ataca seu organismo e seu sorriso.
Hidratação com água: Substitua bebidas “zero” processadas por água. A água é o melhor aliado da saliva, que é a barreira natural de defesa dos seus dentes.
No final das contas, a história de Radhika nos ensina que o radicalismo raramente é a resposta. Além disso, a saúde bucal de excelência nasce do equilíbrio entre ciência, técnica e respeito ao estilo de vida do paciente.
É com essa filosofia humanizada que o Crool se destaca. Sob a liderança do Dr. Frederico Coelho, a clínica não foca apenas em tratar a doença instalada, mas em entender os hábitos de cada indivíduo para prevenir problemas futuros. “Nosso objetivo é que o paciente tenha um sorriso saudável para desfrutar a vida, não para se tornar escravo de restrições que o impedem de socializar ou sentir prazer”, pontua o Dr. Frederico.
Seja você um entusiasta da alimentação saudável ou alguém que está tentando encontrar o equilíbrio após uma “dieta errada”, o acompanhamento profissional é indispensável. A prevenção é o tratamento mais sofisticado que existe, e no Crool, ela é levada a sério, integrando a saúde da boca com o bem-estar de todo o corpo.
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