Homem escovando os dentes.

Escovação rápida prejudica ação contra cáries, diz estudo

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O cenário é o seguinte: o despertador toca no modo soneca pela terceira vez, você pula da cama e corre para o banheiro. Lá, a escovação acontece em uma velocidade digna de um pit stop de Fórmula 1. Trinta segundos de movimentos frenéticos, um bochecho barulhento, espuma para todo lado e pronto: sensação de frescor garantida, certo? Errado.

Embora o hálito de menta traga uma falsa sensação de “missão cumprida”, a ciência acaba de acender um alerta vermelho para quem vive no modo acelerado. Estudos realizados na Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Universidade Estadual de Campinas (FOP-Unicamp) revelam que a escovação rápida demais pode comprometer o principal mecanismo de defesa do seu sorriso: a ação do flúor.

A “fluorterapia” que você faz em casa

Para entender o perigo da pressa, precisamos olhar para o creme dental não apenas como um sabão para os dentes, mas como um medicamento preventivo. Os estudos publicados nas revistas Brazilian Dental Journal e Pesquisa Brasileira em Odontopediatria e Clínica Integrada reforçam que o fluoreto (a forma ativa do flúor) é a única substância capaz de reduzir efetivamente o impacto da cárie.

“Escovar os dentes com pasta fluoretada é uma verdadeira fluorterapia diária feita pelo próprio paciente”, explica o cirurgião-dentista e pesquisador Jaime Cury, professor da Unicamp e mentor dos estudos. O problema central, no entanto, é que nem todo o flúor que sai do tubo chega, de fato, ao “campo de batalha” — a superfície do esmalte dentário.

A cárie não é um evento súbito, mas um processo de desequilíbrio. Sempre que comemos açúcar, as bactérias da boca produzem ácidos que dissolvem os minerais dos dentes (desmineralização). O flúor entra em cena para paralisar essa perda e ajudar na reposição desses minerais (remineralização). Então, se a escovação é curta, esse “escudo” não tem tempo de se formar.

A ciência da espessura: nem toda pasta é igual

Um dos pontos mais inovadores da pesquisa liderada por Cury foi a análise da física dos cremes dentais. Você já reparou que algumas pastas são mais “ralas” e outras mais “pastosas” ou densas? Isso não é apenas uma escolha estética de marketing, essa característica influencia diretamente a liberação do flúor.

Os pesquisadores observaram que alguns cremes dentais liberam mais de 80% do flúor disponível, enquanto outros entregam apenas metade, mesmo que ambos declarem a mesma concentração no rótulo. “O ponto mais importante não é apenas quanto flúor está declarado no rótulo, mas quanto desse fluoreto está realmente solúvel e disponível para ser liberado na boca durante a escovação”, ressalta Jaime Cury.

Pastas mais fluidas se dissolvem mais rápido na saliva, alcançando os recônditos dos dentes com facilidade. Já as fórmulas mais viscosas e estruturadas retêm o flúor por mais tempo. É aqui que o tempo de escovação se torna o divisor de águas: se você usa uma pasta mais espessa e escova rápido demais, joga a maior parte do potencial protetor ralo abaixo antes mesmo dele se tornar solúvel.

O olhar clínico: a prevenção como prioridade

Para o Dr. Frederico Coelho, fundador do Crool Centro Odontológico, Mestre e Doutor em Implantodontia, esses dados científicos apenas confirmam o que ele observa diariamente no consultório. “Muitas vezes, o paciente chega com uma higiene aparentemente boa, mas com lesões de cárie incipientes. A pressa impede que a química do creme dental trabalhe a favor da estrutura dentária”, explica.

Segundo o Dr. Frederico, a conscientização sobre o tempo de contato é vital porque a cárie continua sendo a vilã número um da saúde bucal no país. “Precisamos lembrar que a cárie é a principal causadora da perda dentária no Brasil. O que começa como uma escovação negligenciada pode terminar em uma necessidade de implante ou prótese no futuro”, alerta o especialista do Crool.

O manual da escovação ideal (sem cronômetro, mas com consciência)

Então, como garantir que você não está desperdiçando o seu creme dental e ainda protegendo seu sorriso? O Dr. Frederico Coelho sugere um protocolo simples, mas que exige mudança de hábito:

  1. A regra dos dois minutos: Já falamos sobre isso no artigo sobre a rotina ideal de higiene bucal. Em suma, este é o tempo mínimo necessário para que a remoção mecânica do biofilme (a placa bacteriana) seja eficiente e para que o flúor se dissolva e atue no esmalte. “Divida sua boca em quatro partes e dedique 30 segundos a cada uma. Isso garante que nenhum dente seja esquecido”, sugere o Dr. Frederico.

  2. Quantidade é qualidade: Mais pasta não significa mais limpeza.

    • Até 3 anos: Quantidade equivalente a um grão de arroz.

    • 3 a 7 anos: Tamanho de uma ervilha.

    • Adultos: Cerca de um centímetro de creme dental.

    • Nota: O uso correto da quantidade em crianças evita a fluorose (manchas no esmalte em formação).

  3. Cuidado com o enxágue: Se você enxágua a boca com água repetidamente após a escovação, você está removendo o filme de flúor que deveria ficar ali protegendo os dentes. O ideal é apenas cuspir o excesso de espuma.

  4. A escovação mecânica é insubstituível: Lembre-se das nossas dicas sobre higiene bucal. Dente é para escovar, não para lixar. Em outras palavras, a vibração e o atrito das cerdas são o que desorganizam as colônias de bactérias. Então, escove, mas sem força.

O compromisso com o sorriso

A saúde bucal vai muito além da estética, ela é uma extensão da saúde sistêmica. Entender a ciência por trás de um simples hábito matinal nos permite tomar decisões melhores. No Crool Centro Odontológico, essa união entre a ciência acadêmica e a prática clínica é o que guia o atendimento.

“No Crool, caminhamos de mãos dadas com a ciência. Estudar esses novos dados da Unicamp nos permite orientar nossos pacientes de forma personalizada, mostrando que o cuidado preventivo é o investimento mais barato e eficaz que alguém pode fazer por si mesmo”, finaliza o Dr. Frederico Coelho.

Seja para uma limpeza profilática, para esclarecer dúvidas sobre qual o melhor creme dental para o seu perfil ou para tratamentos mais complexos, o Crool se mantém como uma referência que une tecnologia e humanização. Afinal, para quem quer manter o sorriso por toda a vida, o segredo não é correr, mas sim saber caminhar — e escovar — no tempo certo. Cuidado odontológico? Crool, é lógico. Clique aqui e agende sua avaliação.

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