Imagens ilustrando o risco da odontologia biológica.

Odontologia biológica: o perigo por trás do sorriso “natural” e caro

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A busca pelo bem-estar e por um estilo de vida mais orgânico nunca esteve tão em alta. Do prato à rotina de exercícios, o “natural” vende. Mas o que acontece quando essa onda invade os consultórios dentários com promessas que desafiam décadas de ciência? O caso de Maria Lúcia Torres, de 48 anos, é um balde de água fria — e um alerta urgente — para quem acredita em protocolos que prometem “desintoxicar” o corpo através da boca.

Doutora em biologia, Maria Lúcia, a Malu, viu-se envolvida por uma narrativa sedutora após ouvir um podcast sobre medicina integrativa. O encanto com a ideia de resolver problemas sistêmicos por meio de um “protocolo biológico” custou caro: mais de R$ 7 mil iniciais e a perda de dentes saudáveis. O dentista sugeriu a troca de amálgamas (aquelas restaurações prateadas clássicas) por resina e a extração de dois dentes que haviam passado por tratamento de canal anos atrás.

“Foram mais de duas horas e meia para tirar, e aí eu entendi que ele [o dente] estava fixo porque era um dente ótimo”, relatou Malu em entrevista à Folha de S.Paulo. O arrependimento veio no meio da cirurgia ao perceber que sua raiz estava saudável, longe do cenário sombrio pintado em vídeos de redes sociais. Hoje, Malu aguarda a regeneração óssea para poder fazer um implante de titânio — o metal do qual ela tanto tentou fugir.

O que é, afinal, a “Odontologia Biológica”?

Para entender o que aconteceu com Malu, precisamos dissecar os termos. A chamada odontologia biológica (ou integrativa/sistêmica) se apresenta como uma alternativa que olha para o paciente como um todo, focando na biocompatibilidade de materiais e na relação entre a saúde bucal e doenças no resto do corpo.

À primeira vista, parece irrepreensível. Afinal, a conexão boca-corpo é real. No entanto, o problema reside no “como” essa abordagem é aplicada. Para o Dr. Frederico Coelho, fundador do Crool Centro Odontológico, Mestre e Doutor em Implantodontia, a linha entre o cuidado humanizado e a pseudociência é clara.

“Muitos dos pilares citados por esses profissionais, como a odontologia minimamente invasiva, já são praticados pela odontologia tradicional baseada em evidências há anos. O perigo surge quando se criam vilões inexistentes, como o tratamento de canal ou o uso de metais, para vender procedimentos caros e, muitas vezes, mutiladores”, explica o Dr. Frederico.

O veredito da ciência e do CFO

É fundamental pontuar: a Odontologia Biológica não é uma especialidade reconhecida pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO). O órgão, inclusive, publicou um alerta contundente listando 11 perigos dessa prática, classificando muitos de seus conceitos como “enganosos” e capazes de gerar “mutilações”.

A principal divergência com a odontologia baseada em evidências está no questionamento de tratamentos padrão ouro. Enquanto a ciência busca preservar o dente natural, certas correntes biológicas pregam a extração radical sob a justificativa de evitar uma “infecção total” ou “toxicidade sistêmica”.

Mitos perigosos que você precisa conhecer

Para não cair em ciladas, é preciso desmistificar as três grandes bandeiras da odontologia biológica:

  1. A demonização do canal: Propaga-se que dentes com canal tratado são focos de bactérias que causam doenças cardíacas ou câncer. Mentira. O tratamento de canal bem executado elimina a infecção e preserva a estrutura na boca. Além disso, alguns estudos até ligam o tratamento à redução de açúcar no sangue. Então, extrair um dente saudável para evitar uma suposta contaminação é uma intervenção desnecessária e traumática.

  2. A corrida contra o amálgama: O mercúrio presente nas restaurações de prata gera medo. Embora o mercúrio seja tóxico em estado livre, no amálgama ele está ligado a outros metais de forma estável. “A remoção só é indicada se houver infiltração ou fratura. Trocar todas as restaurações sem critério, além de caro, causa um desgaste desnecessário na estrutura dental”, alerta o Dr. Frederico Coelho.

  3. O medo do metal (Titânio): A substituição de implantes de titânio por zircônia é vendida como a única opção saudável. O titânio é um dos materiais mais biocompatíveis conhecidos pela medicina, usado em próteses de quadril e joelho no mundo todo. A zircônia tem suas indicações estéticas, mas não deve ser imposta sob o pretexto de “toxicidade” do metal.

Como identificar fake news e escolher um profissional ético

No mundo das dancinhas de TikTok e filtros de Instagram, é fácil confundir autoridade visual com autoridade científica. Portanto, veja como se proteger:

  • Verifique o registro: Todo dentista deve ter um número de CRO ativo. Verifique no site do conselho se ele possui especialização registrada na área que diz atuar.

  • Desconfie de termos “mágicos”: Palavras como “desintoxicação bucal”, “cura de doenças sistêmicas pelo dente” ou “protocolo exclusivo” costumam ser sinais vermelhos.

  • Exija evidências: Se um profissional sugere extrair um dente, pergunte: “Qual estudo científico sustenta essa decisão?”. Um dentista ético terá prazer em explicar o diagnóstico com base em exames e literatura científica.

  • Transparência é tudo: “No Crool, prezamos por um diagnóstico onde o paciente entende cada etapa. Se um dente pode ser salvo, ele será. A tecnologia deve servir à preservação, não à substituição precoce”, afirma o Dr. Frederico Coelho.

O valor do dente natural

A história de Malu nos ensina que o arrependimento dói mais que uma cárie. Perder a estrutura óssea e a raiz natural de um dente por causa de um podcast ou de uma promessa de “limpeza biológica” é um caminho muitas vezes sem volta — ou com um volta muito cara e complexa.

A odontologia moderna é, sim, integrativa por natureza. O dentista consciente sabe que uma inflamação na gengiva pode afetar o controle do diabetes e que o estresse pode levar ao bruxismo ou trismo. Mas esse olhar sistêmico não autoriza a prática de procedimentos que ignorem o bom senso e a biologia real.

Então, ao buscar atendimento, procure locais que unam tecnologia de ponta com ética inegociável. O Crool Centro Odontológico se destaca justamente por essa filosofia: um porto seguro para quem busca transparência. Com a liderança do Dr. Frederico Coelho, o centro foca em resultados duradouros baseados em ciência, garantindo que o seu sorriso seja, acima de tudo, saudável e preservado. Cuidado odontológico? Crool, é lógico. Clique aqui e agende sua avaliação.

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