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De dificuldades na amamentação ao caso do cantor João Gomes, entenda por
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Você já passou pela estranha sensação de morder uma fatia de cebola crua como se fosse uma maçã, ou de tentar sentir o aroma daquele café fresquinho e encontrar apenas o “vazio”? Durante o auge da pandemia de Covid-19, as redes sociais foram inundadas por vídeos de pessoas testando seus sentidos. O que era uma curiosidade viral, no entanto, revelou uma faceta angustiante da saúde: a perda ou alterações no paladar e olfato.
Mas, enquanto o mundo tentava recuperar os sentidos após o isolamento, um caso trouxe o tema de volta aos holofotes. No início de 2024, a cantora e atriz mexicana Thalía compartilhou com seus milhões de seguidores um desabafo: “Não consigo parar de sentir o gosto de sal e metal na boca”. O diagnóstico? Disgeusia.
Embora o nome gere estranhamento, a disgeusia é uma realidade clínica que afeta muito mais do que apenas o prazer de comer. Ela toca na base da nossa sobrevivência e bem-estar.
Para entender o que Thalía e tantas outras pessoas enfrentam, precisamos diferenciar os termos. O paladar não é uma via de mão única, ele é uma sinfonia complexa de receptores na língua e no céu da boca, integrados ao sistema nervoso central.
Disgeusia: É a distorção do paladar. O paciente sente um gosto constante (geralmente metálico, amargo ou salgado) mesmo sem estar comendo nada, ou sente que os alimentos mudaram de sabor de forma desagradável.
Ageusia: É a falta total de paladar. É raríssima e geralmente está ligada a danos neurológicos severos.
Hipogeusia: É a diminuição da sensibilidade gustativa. Tudo parece “sem graça” ou “insosso”.
“Muitas vezes, o paciente chega ao consultório achando que perdeu o paladar, quando na verdade ele perdeu o olfato”, explica o Dr. Frederico Coelho, fundador do Crool Centro Odontológico, Mestre e Doutor em Implantodontia. Essa confusão ocorre devido à anosmia (perda de olfato). Costuma-se dizer que 80% do que percebemos como “sabor” vem, na verdade, do aroma retronasal que sobe da boca para o nariz enquanto mastigamos. Por isso, qualquer bloqueio nas vias aéreas faz o mundo parecer sem gosto.
No vídeo publicado em seu TikTok, Thalía descreveu a sensação de um “gosto constante de metal” que não ia embora nem após as refeições. Esse sintoma é clássico da disgeusia. De acordo com a Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos, a disfunção gustativa pode ser desencadeada por uma reação inflamatória.
No caso de vírus como o SARS-CoV-2, a inflamação na mucosa nasal e o desenvolvimento de rinorreia (o famoso nariz escorrendo) podem danificar temporariamente os receptores. Porém, para Thalía, o quadro persistente em 2024 acendeu o alerta para outras causas.
“O paladar é um sentinela da nossa saúde”, pontua o Dr. Frederico. “Quando ele falha, o corpo está enviando um sinal de que algo no sistema — seja ele bucal, neurológico ou sistêmico — não está funcionando como deveria.”
Segundo o National Institute on Deafness and Other Communication Disorders, algumas pessoas já nascem com distúrbios de paladar, mas a vasta maioria dos casos surge após doenças ou lesões.
Infecções respiratórias: Gripes, resfriados, sinusites e, claro, a Covid-19.
Saúde bucal deficiente: Gengivite, periodontite ou abscessos podem liberar subprodutos bacterianos que alteram o gosto na boca.
Medicamentos: Antibióticos, anti-hipertensivos e antidepressivos são campeões em causar o “gosto metálico”.
Deficiências vitamínicas: A falta de Zinco, vitamina B12 e Ferro interfere diretamente na renovação das papilas gustativas.
Exposição a metais pesados: Chumbo ou mercúrio.
Síndrome da boca ardente: Uma condição complexa que causa queimação e alteração de sabor, comum em mulheres na pós-menopausa.
Tumores ou traumas cranianos: Que afetem os nervos glossofaríngeo ou facial.
Muitos pacientes não sabem por onde começar quando o paladar falha. Procuram um clínico geral ou um otorrinolaringologista, mas esquecem que a porta de entrada dos sabores é a boca. É aqui que o papel do cirurgião-dentista se torna crucial.
Para o Dr. Frederico Coelho, o diagnóstico de disgeusia no Crool Centro Odontológico vai além de olhar para os dentes. “Nós avaliamos a saúde das mucosas, a saburra lingual, o fluxo salivar (boca seca pode causar disgeusia) e o histórico medicamentoso do paciente. Às vezes, uma prótese mal adaptada ou uma inflamação gengival silenciosa é a culpada pelo gosto ruim”, explica o doutor.
O Crool prega uma filosofia de cuidado sistêmico. A ideia é que, para além do sorriso bonito, o objetivo final é a qualidade de vida. Se um paciente não consegue sentir o prazer de uma refeição, sua saúde mental e nutrição serão afetadas. Por isso, o tratamento muitas vezes é multidisciplinar.
O tratamento da disgeusia é, fundamentalmente, o tratamento da sua causa base.
Mudança de medicação: Se um remédio é o culpado, o dentista trabalha em conjunto com o médico para sugerir alternativas.
Suplementação: Casos de deficiência de Zinco costumam responder muito bem à reposição.
Higiene rigorosa: O uso de raspadores de língua e o tratamento de doenças gengivais podem eliminar o gosto metálico causado por bactérias anaeróbias.
Hidratação: Beber água ajuda na produção de saliva, que é o veículo que transporta as moléculas de sabor até as papilas.
“No Crool, nosso compromisso é integrar o cuidado. Se percebemos que a causa não é puramente odontológica, encaminhamos e acompanhamos o caso com outros especialistas”, afirma o Dr. Frederico. “A boca não é um sistema isolado, ela é o espelho da saúde do corpo inteiro.”
Se você, assim como a Thalía, começou a sentir que o café tem gosto de ferro ou que tudo parece salgado demais sem motivo, não espere passar sozinho. Alterações persistentes no paladar podem levar à perda de apetite, depressão e até ao consumo excessivo de sal e açúcar na tentativa de “sentir algo”, o que agrava quadros de hipertensão e diabetes.
Em qualquer caso de dúvida relacionada ao funcionamento “normal” da sua boca ou à percepção dos sabores, um dentista deve ser consultado. Afinal, a vida tem muitos sabores para serem desperdiçados por um distúrbio tratável. Cuidado odontológico? Crool, é lógico. Clique aqui e agende sua avaliação.
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