CROOL
Especialista explica as adaptações necessárias no atendimento e como a odontologia se
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Se a escovação dental fosse uma disciplina olímpica, a maioria de nós dificilmente passaria das eliminatórias. Parece uma afirmação forte, especialmente para algo que aprendemos antes mesmo de amarrar os sapatos, mas a ciência é implacável: você provavelmente escova os dentes errado.
Um estudo da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, cutuca sem rodeios ao afirmar que “a maioria das pessoas escova os dentes de forma errada”. Embora publicado em 2012, acendeu um alerta que perdura até hoje. A pesquisadora Pia Gabre e sua equipe descobriram que, embora a higiene bucal seja uma norma social consolidada, apenas um em cada dez suecos escovava os dentes de forma eficaz para prevenir cáries.
A questão central? Escovamos para “nos sentirmos frescos” e não necessariamente para desorganizar o biofilme (a famosa placa bacteriana). Além disso, segundo a BBC, no Reino Unido, a seguradora Bupa ecoou esse sentimento, revelando que quase metade dos britânicos não sabe a técnica correta. O problema é agravado por uma “infodemia” odontológica: um estudo identificou pelo menos 66 conselhos diferentes de especialistas, muitos deles contraditórios.
Para o Dr. Frederico Coelho, fundador do Crool Centro Odontológico, Mestre e Doutor em Implantodontia, essa confusão é compreensível, mas perigosa. “A boca é a porta de entrada para a saúde sistêmica. Quando falamos em higiene, não estamos apenas combatendo o mau hálito, estamos gerenciando uma microbiota complexa que, se desequilibrada, pode levar a problemas que vão muito além de uma simples cárie”, explica o especialista.
Se você apenas “esfregua” a escova de um lado para o outro, sinto informar: você está perdendo tempo e, possivelmente, desgastando seu esmalte. O Dr. Frederico Coelho ressalta que a escolha da técnica deve ser orientada por um profissional, mas entender as principais opções é o primeiro passo para o autoconhecimento bucal.
É considerada o padrão-ouro para a maioria dos adultos.
Como fazer: Posicione as cerdas em um ângulo de 45 graus em relação à gengiva. Faça movimentos vibratórios curtos e, em seguida, um movimento de “varredura” da gengiva em direção à ponta do dente.
Por que funciona: Ela foca no sulco gengival, onde a placa bacteriana adora se esconder e causar gengivite.
Indicada para quem sofre com recessão gengival ou precisa de um estímulo extra na circulação da gengiva.
Como fazer: Similar à Bass, mas as cerdas são posicionadas metade na gengiva e metade no dente, com movimentos vibratórios de pressão leve.
O foco: É menos agressiva para áreas sensíveis e ajuda a manter o tecido gengival saudável.
Geralmente recomendada para crianças ou pessoas com dificuldades motoras.
Como fazer: Com os dentes cerrados, a escova faz movimentos circulares amplos, abrangendo dentes superiores e inferiores ao mesmo tempo.
O foco: Simplicidade. Embora menos eficaz na remoção interproximal, é um excelente ponto de partida educativo.
Não é sobre força, é sobre jeito. O Dr. Frederico alerta que a intensidade excessiva pode causar abrasão do esmalte e retração gengival. “Muitos pacientes chegam ao Crool com dentes sensíveis justamente porque acreditam que limpar bem é sinônimo de esfregar com força. A escovação deve ser suave e persistente, como um polimento de uma joia, não como lixar uma parede”, compara.
Duração: O cronômetro deve marcar, no mínimo, 2 minutos. É o tempo necessário para percorrer todos os quadrantes da boca com a atenção devida.
Quando escovar? A regra clássica é após as refeições, mas há um detalhe importante: se você consumiu alimentos ácidos (como suco de laranja ou refrigerante), espere cerca de 30 minutos. O ácido amolece temporariamente o esmalte, e escovar imediatamente pode “espalhar” esse desgaste.
Cuspir ou enxaguar? Aqui reside uma das maiores controvérsias. O estudo de Gotemburgo sugere que, para maximizar o efeito do flúor, o ideal é cuspir o excesso de pasta, mas evitar enxaguar com água abundantemente logo em seguida. Ao deixar aquele “restinho” de pasta, o flúor permanece em contato com o esmalte por mais tempo, fortalecendo-o.
Leia também: Higiene bucal: 7 coisas que seu dentista gostaria que você soubesse
A escolha das ferramentas é crucial. Para o Dr. Frederico Coelho, a regra é clara: escovas de cerdas macias ou extramacias e cabeça pequena. Escovas duras são relíquias do passado que só servem para machucar a boca.
Fio dental vs. Escova interdental: O fio dental é indispensável onde os dentes são muito juntos. No entanto, o Dr. Frederico aponta que a escova interdental tem ganhado espaço por ser mais eficaz na remoção da placa em espaços maiores entre os dentes e em pacientes com implantes ou aparelhos.
Irrigadores orais: São excelentes complementos, especialmente para quem tem próteses ou dificuldades com o fio dental, mas não substituem a ação mecânica da escovação.
Enxaguante bucal: Deve ser usado como um coadjuvante, preferencialmente sem álcool, e não como um substituto da limpeza mecânica.
Para não esquecer na próxima vez que estiver diante do espelho:
Ângulo de 45 graus: Mire na linha da gengiva, não apenas no meio do dente.
Suavidade sempre: Use cerdas macias. Se as cerdas da sua escova estão “abertas”, você está fazendo força demais (ou a escova passou da hora de ser trocada — o ideal é a cada 3 meses).
Dois minutos no relógio: Divida a boca em quatro partes e dedique 30 segundos a cada uma.
Cuspa, não lave: Deixe o flúor da pasta trabalhar por você após a escovação.
Limpeza interdental: Fio dental ou escova interdental ao menos uma vez ao dia, preferencialmente antes da escovação noturna.
Língua também conta: Use um limpador de língua ou a própria escova para remover a saburra lingual.
Personalização profissional: Visite o dentista regularmente. O Dr. Frederico Coelho lembra que a prevenção é sempre mais simples (e barata) do que a reabilitação.
Um dos pontos mais fascinantes do trabalho desenvolvido no Crool Centro Odontológico é a compreensão de que a saúde bucal é individualizada. O que funciona para um jovem de 15 anos pode ser insuficiente para um idoso de 70 com próteses, ou para alguém que acabou de passar por um procedimento de implante.
“No Crool, não entregamos apenas um panfleto com instruções. Analisamos a microbiota do paciente, sua dieta, sua anatomia e até sua rotina de trabalho”, afirma o Dr. Frederico. “Consultas periódicas são a única forma de criar uma rotina personalizada. Às vezes, o paciente está escovando três vezes ao dia, mas está errando o ângulo no dente que mais precisa de cuidado. É esse ajuste fino que preserva o sorriso a longo prazo.”
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