Homem com dor de dente, Casemiro e Pabllo Vittar.

Pericoronarite: a doença que parou Pabllo Vittar e Casemiro

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O que uma diva do pop e um volante multicampeão da Seleção Brasileira de futebol têm em comum além do sucesso estrondoso em suas carreiras? A resposta está escondida no fundo da boca. Vez ou outra, grandes nomes do esporte e do entretenimento têm suas rotinas intensas interrompidas abruptamente por conta de problemas bucais severos, trazendo à tona um alerta importante: a saúde da boca tem o poder de impactar diretamente a performance e o bem-estar de qualquer ser humano, ainda mais se tratando da pericoronarite.

A cantora Pabllo Vittar, por exemplo, precisou passar por uma cirurgia de urgência para a retirada dos dentes do siso após enfrentar um quadro doloroso de inflamação. No mundo dos esportes, o volante Casemiro acabou cortado de uma rodada tripla das Eliminatórias da Copa do Mundo após ser diagnosticado com pericoronarite, uma infecção bacteriana que surge justamente durante o nascimento do siso.

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Casos como esses provam que uma infecção na cavidade bucal não é “apenas uma dor de dente”, mas uma condição médica séria. Para entender a fundo o que é a pericoronarite, conversamos com o Dr. Frederico Coelho, fundador do Crool Centro Odontológico, Mestre e Doutor em Implantodontia, que nos explicou como o problema se desenvolve e de que forma podemos resolvê-lo.

Afinal, o que é a pericoronarite?

Antes de tudo, a pericoronarite é um processo inflamatório e infeccioso que ocorre nos tecidos moles (a gengiva) que circundam a coroa de um dente que está nascendo ou que se encontra parcialmente erupcionado — ou seja, aquele dente que “nasceu pela metade”. Embora possa acontecer em outros dentes, ela é amplamente mais comum nos terceiros molares inferiores, os famosos dentes do siso.

“Quando o dente do siso não consegue rasgar totalmente a gengiva por falta de espaço na arcada dentária, cria-se uma espécie de capuz de carne sobre ele”, explica o Dr. Frederico Coelho. “Esse pequeno pedaço de gengiva solta funciona como uma armadilha perfeita: ele acumula restos de alimentos e resíduos que são extremamente difíceis de remover apenas com a escovação convencional e o fio dental. O resultado é a proliferação acelerada de bactérias naquele local isolado, gerando a infecção.”

Quem ela afeta e quais são as causas?

A pericoronarite tem um alvo muito bem definido: jovens adultos, geralmente na faixa etária entre os 17 e 25 anos. Esse é o período cronológico em que os dentes do siso começam a apontar na boca.

A principal causa, como mencionado, é a erupção parcial do dente devido à falta de espaço, combinada com a dificuldade de higienização da região. No entanto, o Dr. Frederico aponta que existem outras causas, algumas mais raras, que também merecem atenção:

  • Traumatismo mecânico (causa comum): Muitas vezes, o dente do siso superior já nasceu totalmente e, ao morder, ele pressiona e machuca continuamente o “capuz” de gengiva inflamado do siso inferior, agravando drasticamente a dor.

  • Estresse e queda de imunidade (gatilho comum): Períodos de alta tensão emocional reduzem as defesas do organismo, permitindo que as bactérias já presentes sob a gengiva causem uma infecção aguda.

  • Impactação de corpos estranhos (causa rara): A entrada acidental de pequenos objetos ou pedaços mais duros de alimentos (como uma casca de pipoca ou semente) que ficam presos profundamente sob o tecido gengival, desencadeando um processo inflamatório súbito, mesmo em dentes que pareciam estabilizados.

Os sintomas: um efeito cascata de desconforto

Quem já teve pericoronarite sabe que os sintomas costumam evoluir de um incômodo leve para uma dor incapacitante em questão de poucas horas. Os sinais mais frequentes relatados pelos pacientes incluem:

  1. Dor intensa e pulsante: Localizada no fundo da boca, mas que frequentemente irradia para o ouvido, a mandíbula e a região do pescoço.

  2. Inchaço (edema): Tanto na gengiva ao redor do dente quanto visivelmente na bochecha e no contorno do rosto.

  3. Mau hálito e gosto ruim na boca: Provocados pela decomposição dos alimentos retidos e pela secreção purulenta (pus) que pode se formar na região.

  4. Trismo (dificuldade para abrir a boca): A inflamação atinge os músculos da mastigação, travando parcialmente a mandíbula.

  5. Febre e mal-estar geral: Sinais claros de que o corpo está combatendo uma infecção ativa.

  6. Ínguas no pescoço: Linfonodos aumentados e doloridos na região submandibular.

Os riscos de ignorar o problema

Deixar a pericoronarite sem tratamento pode abrir portas para complicações perigosas. “A infecção não tratada pode se espalhar para os tecidos profundos da face e do pescoço, evoluindo para uma celulite facial ou para a Angina de Ludwig, uma emergência médica grave que pode comprometer as vias aéreas do paciente”, alerta o fundador do Crool.

Do diagnóstico ao tratamento definitivo

O diagnóstico da pericoronarite é essencialmente clínico, realizado pelo dentista no consultório através da observação direta. Contudo, exames de imagem, como a radiografia panorâmica, são fundamentais para avaliar a posição do dente sob a gengiva e planejar os passos seguintes.

Para o Dr. Frederico Coelho, o tratamento precisa ser dividido em fases, respeitando a gravidade do momento:

  • Fase aguda (alívio imediato): Quando o paciente chega com muita dor e inchaço, o foco é controlar a infecção. Realiza-se uma limpeza profissional profunda sob o capuz gengival com soluções antissépticas. O profissional prescreve analgésicos, anti-inflamatórios e, se houver sinais de espalhamento (como febre e ínguas), antibióticos específicos. Bochechos com água morna e sal ou clorexidina também podem ser recomendados para fazer em casa.

  • Fase de resolução definitiva: Controlada a inflamação inicial, o problema precisa ser resolvido na raiz para não voltar. Aqui, existem dois caminhos principais:

    1. Operculectomia (Ulotomia): Uma pequena cirurgia para remover cirurgicamente o pedaço de gengiva que cobre o dente, deixando-o livre para higienização. É indicada quando o dente tem espaço para nascer corretamente.

    2. Exodontia (Extração do siso): A remoção definitiva do dente. É a conduta mais comum e recomendada na maioria absoluta dos casos, especialmente se o siso estiver em uma posição errada (inclinado) ou se não houver espaço na boca.

Como evitar o quadro e a importância do cuidado integrado

Se você começou a sentir um incômodo no fundo da boca, o primeiro passo é não recorrer à automedicação e procurar atendimento profissional imediatamente. Cada organismo reage de uma forma, e apenas um dentista poderá traçar a abordagem segura para o seu caso.

A prevenção da pericoronarite baseia-se em visitas regulares ao dentista. Através de exames de rotina, o profissional consegue prever se os sisos terão espaço para nascer ou se a extração preventiva é o melhor caminho antes mesmo que as dores comecem. Além disso, manter uma higienização minuciosa na região posterior da boca é indispensável.

Essa atenção precoce e detalhada faz parte da filosofia do Crool Centro Odontológico. “Para nós, o foco vai muito além de entregar um sorriso bonito e alinhado aos pacientes. O nosso compromisso real é contribuir ao máximo para a melhor qualidade de vida de cada indivíduo, o que implica diretamente em um cuidado sistêmico e humanizado”, pontua o Dr. Frederico Coelho. A saúde bucal está interligada com todo o corpo, uma boca saudável previne inflamações sistêmicas e garante que você possa desempenhar suas funções diárias com energia total — seja você um atleta de elite, uma estrela dos palcos ou qualquer pessoa que preze por viver sem dor.

Lembre-se: em qualquer caso de dúvida ou sensação de anormalidade no funcionamento da sua boca, consulte um cirurgião-dentista qualificado o quanto antes. Tratamento odontológico? Crool, é lógico. Clique aqui e agende sua avaliação.

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