Cynthia Erivo, Ney Matogrosso e Ronaldo sorrindo com seus diastemas.

Diastema: Charme, cultura ou questão de saúde?

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No mundo da moda e do entretenimento, existem características que quebram padrões e se tornam marcas registradas. Se fecharmos os olhos e pensarmos no sorriso de Madonna, Brigitte Bardot, Ronaldo ou no magnetismo de Ney Matogrosso, há um detalhe em comum que salta aos olhos: o diastema. Esse pequeno espaço entre os dentes, carinhosamente chamado de “janelinha”, deixou de ser visto apenas como uma “imperfeição” para se tornar um símbolo de autenticidade em rostos como os das artistas Ebony e Cynthia Erivo.

Mas, afinal, o que é o diastema? É uma questão de saúde ou apenas um traço genético? Pois bem, para desmistificar o tema, conversamos com o Dr. Frederico Coelho, fundador do Crool Centro Odontológico, Mestre e Doutor em Implantodontia, que nos ajudou a entender que o sorriso mais bonito é, antes de tudo, aquele que preserva a essência de quem o carrega.

O que é o diastema e por que ele acontece?

Em termos técnicos, o diastema é qualquer espaço extra entre dois ou mais dentes, sendo mais frequentemente observado nos dois dentes frontais superiores. De acordo com o Dr. Frederico Coelho, as causas são variadas e, na maioria das vezes, puramente biológicas.

“O diastema pode ocorrer por uma discrepância entre o tamanho dos dentes e o tamanho do osso da mandíbula ou maxila. Se o osso é grande demais para dentes pequenos, o espaço sobra”, explica o fundador do Crool. Outras causas comuns incluem:

  • Freio labial hipertrófico: Aquela “pelezinha” que liga o lábio à gengiva pode ser mais baixa e grossa que o normal, impedindo que os dentes se encostem.

  • Hábitos na infância: O uso prolongado de chupeta ou o hábito de chupar o dedo podem projetar os dentes para a frente, criando o espaço.

  • Pressão da língua: Empurrar os dentes com a língua ao falar ou engolir também pode gerar o afastamento.

O caso de Daniel Furlan ilustra a persistência da biologia

Um caso curioso e divertido que ilustra bem a natureza do diastema é o do ator e roteirista Daniel Furlan. Em sua coluna da Folha de S.Paulo, Furlan já contou que, na infância, incomodado com o espaço entre seus dentes de leite, decidiu ele mesmo “resolver” o problema arrancando-os precocemente. A expectativa era que os dentes permanentes nascessem “corretos” (juntos), como havia garantido sua mãe. O resultado? A biologia seguiu seu curso e os dentes permanentes nasceram exatamente com o mesmo diastema.

“Essa história é um ótimo exemplo de que o diastema costuma estar escrito no nosso código genético”, comenta o Dr. Frederico Coelho. “Arrancar dentes de leite antes da hora não altera a posição em que os permanentes virão, pois isso depende do espaço ósseo disponível e da genética da pessoa”.

Saúde ou estética?

Uma das maiores dúvidas de quem tem o espaço entre os dentes é se ele representa algum risco. A resposta do especialista do Crool é tranquilizadora: o diastema, por si só, não oferece riscos à saúde bucal.

“Ter dentes separados não é uma doença. O paciente com diastema requer exatamente os mesmos cuidados de qualquer outro sorriso: escovação regular e o uso atento do fio dental — que, inclusive, costuma ser mais fácil de passar nesses casos”, pontua o Dr. Frederico. Segundo o doutor, a busca por tratamento deve acontecer apenas se o espaço causar desconforto na fala (o que é raro) ou se o paciente não estiver satisfeito com a própria imagem.

Além do Brasil: Onde o diastema é o “padrão ouro”

Enquanto em algumas consultórios brasileiros o desejo é “fechar a janelinha”, em outras partes do mundo, o diastema é o auge da sofisticação. Na cultura de diversos países africanos, como a Nigéria e o Gana, o espaço entre os dentes é um sinal de beleza, riqueza e fertilidade.

Dados científicos reforçam que essa característica é mais presente em populações negras. De acordo com um estudo publicado no Journal of Prosthetic Dentistry, a prevalência de diastema entre pessoas brancas e amarelas é de cerca de 19,95%. Já entre pessoas negras, essa taxa sobe para 29,10%.

O portal do médico Drauzio Varella destaca que, no Brasil, a visão sobre o diastema muitas vezes é influenciada por padrões eurocêntricos de estética, que pregam o sorriso perfeitamente alinhado e sem espaços. No entanto, o artigo “Maxillary Midline Diastemas in West African Smiles” mostra uma realidade oposta: em Gana, o diastema é tão desejado que muitas pessoas consideram a possibilidade de criá-lo artificialmente.

Ainda mais impressionante é o estudo “Diastema in Nigerian Society”, que revela que até 95% das pessoas que não possuíam o espaço naturalmente estavam dispostas a se submeter a procedimentos para ter um diastema artificial, tamanha a importância social e estética da característica naquela região.

Tratamentos: Quando e como intervir?

Para quem decide que prefere um sorriso sem espaços, a odontologia moderna oferece soluções eficazes, mas o Dr. Frederico Coelho reforça: a decisão é do paciente.

“No Crool, trabalhamos com o conceito de que o sorriso mais bonito é aquele que faz você se sentir bem. Se o diastema incomoda a autoestima do paciente, podemos intervir de várias formas”, explica o especialista. Entre as principais opções estão:

  1. Aparelhos ortodônticos: Movem os dentes gradualmente para fechar o espaço.

  2. Resinas compostas: Uma forma rápida de “alargar” os dentes lateralmente, fechando a lacuna de forma indolor.

  3. Lentes de contato dental: Fragmentos de cerâmica que corrigem a cor, o formato e o espaçamento.

“É fundamental entender que essas intervenções são estéticas. Um sorriso natural nunca sai de moda e o diastema pode ser, para muitos, um charme irresistível e uma marca de personalidade”, afirma o Dr. Frederico.

A sua marca, o seu sorriso

Seja você um fã do estilo “janelinha”, ou alguém que prefere a simetria total, o importante é a saúde e a confiança. O diastema é uma prova de que a beleza é plural e culturalmente diversa. O que em um lugar é “defeito”, em outro é “divino”.

Para qualquer uma das escolhas — manter a sua assinatura natural ou buscar uma transformação estética — o acompanhamento profissional é essencial. E para o melhor cuidado com todos os sorrisos, existe o Crool Centro Odontológico, onde a tecnologia e a ética caminham juntas para garantir que você sorria com liberdade. Tratamento odontológico? Crool, é lógico. Clique aqui e agende sua avaliação.

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