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Arqueólogos encontraram prótese com fio de ouro na Escócia medieval; especialista do
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Se você tem entre 20 e 30 anos, é provável que a sua rotina de cuidados inclua protetor solar para evitar o envelhecimento precoce da pele, além de uma alimentação balanceada e idas regulares à academia. Mas você já parou para olhar com atenção para o seu sorriso? Pois bem, é por isso que precisamos falar sobre envelhecimento precoce bucal (EPB).
Uma reviravolta intrigante tem chamado a atenção de profissionais de saúde no mundo inteiro: enquanto os jovens gastam fortunas tentando manter a aparência externa eternamente jovem, por dentro, a história é outra. Uma epidemia invisível está fazendo com que bocas de vinte e poucos anos apresentem o desgaste típico de idosos.
No Brasil, o sinal de alerta foi aceso de forma contundente durante a São Paulo Innovation Week. O painel “A nova epidemia silenciosa: a síndrome do envelhecimento precoce bucal”, repercutido em recente reportagem do jornal Estadão, jogou luz sobre uma realidade assustadora dos consultórios odontológicos. Dentistas relatam que sintomas que antes eram exclusividade de pacientes acima dos 40 ou 50 anos — como dentes trincados, sensibilidade severa e raízes expostas — agora são rotina em jovens que recém-saíram da adolescência.
Se os dentes estão envelhecendo antes do tempo, quem é o grande vilão dessa história? A resposta pode estar na sua mente. Vivemos na era da hiperconectividade e do imediatismo, o que transformou o Brasil no país com o maior índice de Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) do mundo. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 9% da população brasileira convive com esse quadro.
Essa tensão psicológica não fica guardada apenas nos pensamentos, ela se descarrega diretamente no corpo, e a boca é o principal para-raios desse estresse. A manifestação mais comum dessa sobrecarga é o bruxismo — o ato involuntário de apertar ou ranger os dentes. Engana-se quem pensa que isso só acontece durante o sono. O chamado “bruxismo de vigília”, que ocorre quando a pessoa está acordada (frequentemente concentrada trabalhando em frente ao computador ou respondendo mensagens), tem sido um dos maiores destruidores de esmalte dentário da atualidade.
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Para o Dr. Frederico Coelho, fundador do Crool Centro Odontológico, Mestre e Doutor em Implantodontia, esse fenômeno reflete uma falha na forma como a saúde tem sido abordada. “Muitos profissionais ainda cometem o erro de olhar para a boca de forma isolada, esquecendo-se de analisar a saúde bucal como um todo integrado ao organismo. O dente que trinca ou a gengiva que retrai são apenas as pontas de um iceberg que começa no estilo de vida, na saúde mental e no equilíbrio sistêmico do paciente”, avalia o especialista do Crool.
A Síndrome do Envelhecimento Precoce Bucal (EPB) não é uma doença única, mas sim um conjunto de manifestações clínicas que aceleram a degradação das estruturas dentárias. Em condições normais, o desgaste dos dentes ocorre de forma lenta e gradual ao longo das décadas. Na EPB, esse processo é atropelado.
Os três principais cavaleiros desse apocalipse oral são:
Dentes trincados (microfissuras): Causados pela força mecânica excessiva e contínua do aperto dentário. Com o tempo, essas fissuras podem evoluir para fraturas completas, exigindo tratamentos de canal ou até a perda do dente.
Sensibilidade dentária aguda: À medida que o esmalte (a camada protetora mais externa) é desgastado, a dentina fica exposta. Por ser cheia de microcanais que ligam o exterior ao nervo do dente, o contato com alimentos frios, quentes ou doces causa dores lancinantes.
Retração gengival e raiz exposta: A sobrecarga mecânica faz com que a gengiva “suba” (ou desça, no caso dos dentes inferiores), deixando a raiz do dente desprotegida. A raiz não possui esmalte, sendo muito mais vulnerável a cáries e ao desgaste químico.
Além da ansiedade, o estilo de vida moderno e os modismos das redes sociais funcionam como combustível para a EPB. Um dos exemplos mais claros e perigosos são as famosas rotinas de “wellness” (bem-estar) que viralizam no TikTok e no Instagram, como o hábito de tomar água morna com limão ou vinagre de maçã em jejum todas as manhãs sob a promessa de emagrecimento ou desintoxicação.
“De acordo com o Dr. Frederico Coelho, fundador do Crool, a acidez constante dessas substâncias amolece o esmalte dentário por meio de um processo chamado erosão ácida. Se a pessoa escova os dentes logo em seguida, ela literalmente esfrega o ácido contra o esmalte fragilizado, acelerando a perda de estrutura dentária”, explica o especialista.
Outros fatores sistêmicos e de comportamento que completam esse cenário destrutivo incluem:
Refluxo gastroesofágico e apneia do sono: O suco gástrico que sobe para a cavidade bucal durante a noite possui um pH extremamente ácido, corroendo os dentes de forma silenciosa. A apneia muitas vezes está ligada ao bruxismo noturno como um mecanismo de defesa do corpo para manter as vias aéreas abertas.
Cigarros eletrônicos (vapes): A febre dos cigarros eletrônicos traz riscos severos. O vapor aquecido e as substâncias químicas alteram o fluxo salivar, causando xerostomia (boca seca). A saliva é o protetor natural da boca, sem ela, o ambiente fica propício para a desmineralização dos dentes e inflamações gengivais severas.
Consumo de álcool: Bebidas alcoólicas, especialmente as destiladas e os drinks açucarados/frutados, combinam alta acidez com a desidratação do corpo, diminuindo a produção de saliva e agredindo os tecidos orais.
O envelhecimento precoce bucal é traiçoeiro porque começa sem dor. No entanto, o corpo dá sinais claros de que algo está errado. Fique atento se você notar:
Mudança no formato dos dentes (bordas transparentes, lascadas ou retas demais);
Pontadas de dor ao tomar um copo de água gelada ou um café quente;
Sensação de cansaço ou dor na região da mandíbula ao acordar;
Dores de cabeça frequentes, principalmente na região das têmporas;
Pequenos “degraus” amarelos perto da linha da gengiva (indicação de desgaste de colo ou retração).
Caso perceba qualquer um desses sintomas, o primeiro passo é buscar ajuda profissional especializada para um diagnóstico diferenciado. O tratamento da EPB não consiste apenas em fazer restaurações, ele exige uma abordagem multidisciplinar que remova as causas do problema (como o uso de placas miorrelaxantes para conter o bruxismo, ajustes na dieta, tratamento do refluxo e suporte psicológico para controle da ansiedade).
Para evitar entrar nas estatísticas da Síndrome do Envelhecimento Precoce Bucal, adote estas medidas preventivas no seu dia a dia:
Espere para escovar: Após consumir alimentos ou bebidas ácidas (café, refrigerante, limão, vinho), aguarde pelo menos 30 minutos antes de escovar os dentes. Nesse intervalo, faça um bochecho apenas com água para ajudar a neutralizar o pH da boca.
Monitore seu aperto dentário durante o dia: Faça pausas conscientes no trabalho. Verifique se seus dentes estão se tocando. Lembre-se da regra de ouro: Dentes só devem se tocar quando estamos mastigando. Nos demais momentos, mantenha a boca relaxada e os dentes afastados.
Hidrate-se constantemente: Beba água ao longo do dia para manter um bom fluxo salivar, que protege o esmalte contra ataques ácidos.
Evite modismos sem orientação: Abandone receitas caseiras milagrosas de clareamento (como carvão ativado ou bicarbonato) e o consumo direto de ácidos em jejum.
Mantenha uma rotina de profilaxia: Visitas regulares ao dentista servem para identificar microfissuras e desgastes antes que eles se tornem problemas graves.
A saúde começa pela boca, e ignorar os sinais de desgaste precoce pode comprometer não apenas a estética do sorriso, mas a qualidade de vida global do indivíduo. É preciso mudar o paradigma de ir ao dentista apenas quando a dor aparece. A prevenção e o olhar integrativo são as verdadeiras chaves para manter a funcionalidade e a beleza do sorriso por toda a vida.
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Para quem busca reverter os sinais da EPB ou deseja realizar um acompanhamento profilático de alta performance, o Crool Centro Odontológico desponta como a escolha ideal. Com uma infraestrutura moderna e um corpo clínico composto por especialistas de ponta, o Crool adota a filosofia defendida pelo Dr. Frederico Coelho: um atendimento acolhedor e humanizado, focado na saúde sistêmica e no bem-estar integral do paciente, garantindo que o seu sorriso permaneça jovem, forte e saudável em todas as etapas da vida.
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